O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros britânico, Ed Miliband, no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), em Nova Iorque, durante uma reunião de alto nível co-organizada com a Jordânia e Qatar sobre como melhorar o acesso humanitário, os cuidados de saúde e a recuperação em Gaza.
Segundo o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, o financiamento visa apoiar serviços essenciais de saúde, água potável, saneamento e higiene, gestão de resíduos e proteção às populações afetadas pelo conflito naquela região.
O pacote financeiro pretende reforçar a capacidade de resposta humanitária na região e surge após a nova abordagem britânica a Israel e à Palestina, divulgado no início do mês, quando Londres anunciou um boicote a produtos dos colonatos ilegais israelitas na Cisjordânia.
Ed Miliband exortou Israel a “tomar medidas para pôr fim às suas restrições inaceitáveis a Gaza”.
O chefe da diplomacia britânica afirmou ser “vital que os civis em Gaza tenham acesso sem obstáculos à ajuda” e reiterou o “compromisso importante de ajuda para prestar apoio de saúde muito necessário àqueles que mais precisam”.
Segundo o comunicado, o apoio financiado pelo Reino Unido deverá permitir realizar consultas médicas por unidades de saúde apoiadas pelo Reino Unido, assegurar reabilitação e tratamento protético a crianças com lesões resultantes de explosões, prestar serviços de gestão de resíduos sólidos, garantir o fornecimento de água segura através de camiões e providenciar apoio de saúde mental e psicossocial.

Mahmoud Abbas pede que segunda fase do plano de paz avance em Gaza
O presidente da Autoridade Palestiniana pediu hoje que a segunda fase do plano de paz para Gaza seja aplicada rapidamente e denunciou o “esquema colonial malicioso” israelita que continua a expulsar palestinianos das suas terras.
Lusa | 16:10 – 24/09/2026



