É o quinto ano consecutivo em que a SAD ‘verde e branca’ regista lucros, com um valor acumulado neste período de 117 ME, e com o Sporting a realçar através do relatório e contas divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que o resultado líquido da última temporada futebolística foi “impulsionado pelo crescimento de 27% dos rendimentos operacionais sem transações de plantel face a 2024/2025”.
O montante dos rendimentos operacionais em junho de 2026 foi de 187,7 ME, cerca de mais 40 ME face ao período homólogo, e constituí um novo máximo do clube liderado por Frederico Varandas, com a fatia de ‘leão’ a ser oriunda das receitas relativas à participação na Liga dos Campeões, que permitiram um encaixe de 80,3 ME.
Esta rubrica beneficiou ainda dos recordes das outras atividades operacionais, com o Sporting a destacar as receitas da Gamebox (9,6 ME) e hospitalidade (10,9 ME).
O volume de negócios atingiu um novo máximo de 300 milhões de euros, mais 13% do que no anterior exercício, e os rendimentos excluindo, transações de jogadores, representam 63% deste montante, “refletindo o compromisso com a sustentabilidade financeira da SAD”, vincou o emblema lisboeta.
Já o resultado operacional cresceu 12% para 50,7 ME, também, sobretudo, devido ao bom desempenho do Sporting na ‘Champions’ na última época, na qual só caiu nos quartos de final frente aos ingleses do Arsenal (finalista vencido pelo Paris Saint-Germain).
O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), incluindo transações de jogadores, subiu 13% para 116 ME.
O Sporting investiu no último exercício 120,7 ME na compra de jogadores, mais 62% do que na época de 2024/25, e as vendas atingiram os 117,2 ME.
Em termos comparativos, no último mercado de transferências (época 2026/27), o investimento no reforço do plantel foi de 127,4 ME, um novo recorde para os ‘verdes e brancos’, tal como ocorreu nas vendas, que totalizaram 156,1 ME.
Relativamente à situação patrimonial, o capital próprio situou-se nos 75,6 ME, mais 85% em termos homólogos, com o ativo (corrente e não corrente) a fixar-se nos 726,9 ME, um aumento significativo de 73%, e o passivo (corrente e não corrente) nos 651,3 ME (mais 71%).
Segundo o Sporting, a forte subida do passivo prende-se maioritariamente com o financiamento obtido na emissão obrigacionista de outubro de 2025, cujo montante ascendeu a 225 ME.
[Notícia atualizada às 19h38]
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