Integrada na Semana Europeia da Mobilidade, a segunda edição do Dia da Mobilidade, que se realiza na terça-feira no Tecnico Inovattion Center, em Lisboa, defende uma abordagem colaborativa para responder aos desafios que enfrentam hoje as grandes cidades, referiu à Lusa o diretor-geral de TVDE da Bolt Portugal.
Segundo Mário de Morais, o objetivo do encontro é “reforçar o diálogo” entre todos os intervenientes da mobilidade urbana, desde operadores de transportes públicos a representantes de autarquias, entidades governamentais e empresas tecnológicas.
“Se a cidade é para as pessoas – o nosso lema -, a mobilidade tem de incluir tudo o que existe”, afirmou o responsável, justificando o envolvimento da empresa na organização da iniciativa e reforçando também que “a mobilidade deve ser pensada de forma conjunta e não por setores isolados”.
Para Mário de Morais, o evento distingue-se, entre outros realizados sob o tema da mobilidade e as cidades, por colocar o foco nos cidadãos, criando um espaço onde diferentes setores da mobilidade podem discutir soluções comuns para melhorar a deslocação nas cidades, agindo a Bolt como “um facilitador do diálogo” e assumindo assim o papel de agregador do setor.
Um dos temas centrais da conferência será a recente revisão da lei dos TVDE, em vigor há cerca de três semanas, que se mantém na ordem do dia, não só por ter levado oito anos para ser revista, mas também por posições controversas quanto à possibilidade de os táxis fazerem serviço TVDE.
De acordo com Mário de Morais, a nova legislação representa um reconhecimento da importância do setor na mobilidade dos portugueses e estabelece bases para melhorar as condições de operação dos profissionais, sem comprometer os interesses dos utilizadores.
Outro dos temas que vai marcar o dia de debates é a articulação entre transportes públicos, táxis, TVDE e soluções de mobilidade partilhada, referiu Mário de Morais.
O responsável defendeu que o futuro da mobilidade nas cidades passa por “uma maior coordenação dos diferentes meios de transporte, permitindo criar redes mais eficientes e reduzir a dependência do automóvel privado”.
O conceito do chamado “último quilómetro” (Last Mile, na denominação inglesa) continuará a ser uma das áreas onde os TVDE podem desempenhar um papel relevante, servindo ligações entre estações ferroviárias, terminais de transporte e destinos finais dos passageiros.
No Dia da Mobilidade by Bolt haverá ainda tempo para trazer à discussão o papel dos veículos autónomos e a questão “Quão perto está o futuro”.
Mário de Morais revelou ainda que a Bolt continua a desenvolver projetos de investigação e inovação em parceria com a Universidade de Zurique e várias cidades europeias.
Em Lisboa, a empresa participa em iniciativas para melhorar a gestão da mobilidade urbana, enquanto no Porto está a ser preparado um projeto que pretende estudar a resposta dos transportes públicos e partilhados a situações de perturbação da circulação, como acidentes ou cortes de vias, explicou o responsável.
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