“Condenamos e denunciamos a decisão do Governo norte-americano de negar vistos de entrada, pelo segundo ano consecutivo, à delegação palestiniana que iria a Nova Iorque participar nos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas”, disse o porta-voz do grupo islamita palestiniano, Hazem Qasem.
A decisão “constitui uma violação flagrante das normas e acordos internacionais que regulam o trabalho da sede da ONU”, considerou, sublinhando que a medida “representa mais um passo na política de total parcialidade a favor da ocupação sionista [israelita]”.
O porta-voz adiantou ainda que a decisão, também criticada pelo Governo palestiniano e pelo Fatah – partido político a que pertence o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas – representa “uma tentativa de impedir que a narrativa palestiniana justa seja apresentada”, referiu o jornal palestiniano Filastin.
A condenação do Hamas surge dias depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano ter criticado a decisão de Washington, classificando-a como injustificada, e ter argumentado que “mina os esforços para reconstruir a confiança, fortalecer as relações palestiniano-americanas e avançar para uma solução de dois Estados”.
O Departamento de Estado norte-americano anunciou na semana passada que vai continuar a negar vistos a membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestiniana devido à “falta de reformas” acordadas com Washington e às “atividades em curso que prejudicam as perspetivas de paz”.
Leia Também: Doentes urgentes esperam quase 10h no Amadora-Sintra e 6h em Portimão



