A maior participação registou-se, até ao momento, no círculo eleitoral de Treptow-Koppenick, com 30,5 %, e a mais baixa em Mitte, com 24,8 %.
Até ao momento, não foram registados incidentes de maior, afirmou o diretor da autoridade eleitoral, Stephan Bröchler.
As sondagens preveem uma disputa renhida pelo primeiro lugar entre A Esquerda, liderada por Elif Eralp, e a União Democrata-Cristã (CDU, do chanceler Friedrich Merz), com Stefan Evers como cabeça de lista.
No entanto, as sondagens indicam que o vencedor terá de procurar pelo menos dois parceiros de coligação, que poderão ser os Verdes e o Partido Social-Democrata (SPD, centro-esquerda).
A Alternativa para a Alemanha (AfD, extrema-direita), poderá duplicar o resultado eleitoral que obteve nas últimas eleições, em 2023, quando alcançou 9,1 % dos votos, mas não tem hipóteses de formar governo.
De acordo com a última sondagem de sexta-feira, na liderança, com a sua candidata Elif Eralp como favorita, encontra-se A Esquerda, com 21 % de intenção de voto, seguida da CDU do atual presidente da câmara Kai Wegner — que foi substituído como candidato por Stefan Evers —, com 20 %.
Segue-se a candidata da extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Kristin Brinker, com 18 %, com uma retórica menos radical do que os seus colegas de partido que saíram vitoriosos há duas semanas na região oriental da Saxónia-Anhalt, mas com grandes possibilidades de duplicar o resultado de 2023, quando obteve 9,1 %.
As sondagens colocam os Verdes nos 15 % e o SPD nos 12 %.
Num dia nublado, 2,5 milhões de eleitores são chamados a depositar os seus boletins de voto para decidir sobre a composição do novo Parlamento regional e, pela primeira vez, os jovens de 16 e 17 anos podem participar nas eleições.
Desde as eleições de 2023, a CDU, que na altura venceu, e o SPD governam em conjunto, mas após as eleições deste domingo Berlim terá, em qualquer caso, um novo presidente da câmara.
Se a esquerda conquistar a maioria dos assentos, será uma vitória histórica numa cidade onde, desde a reunificação, a CDU e o SPD se têm alternado sempre como os partidos mais votados.
A questão da escassez de habitação e do elevado preço das rendas, bem como a proposta de A Esquerda de expropriar as grandes imobiliárias com empreendimentos de mais de 3.000 apartamentos, pode assumir uma importância crucial neste contexto, uma vez que os Verdes partilham este plano, que surgiu de um referendo em 2021, no qual 59,1 % dos eleitores disseram “sim” à expropriação, enquanto o SPD se tem mostrado relutante em implementá-lo.
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