O Passe Ferroviário Verde (PFV) vai chegar às linhas de comboio urbanas abrangidas pelos passes Navegante e Andante, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, permitindo a quem apenas usa o comboio passar a comprar só este título. Afinal, como vai funcionar?
Este alargamento arranca nos próximos dias, tendo sido já aprovado pelo Conselho de Ministros, sendo que “esta medida vai permitir poupanças aos utilizadores de comboio que podem chegar aos 480 euros anuais“, segundo o Governo.
Como vai funcionar?
O Executivo já explicou que os “utilizadores do Passe Ferroviário Verde podem passar a usar o título nos serviços urbanos de Lisboa e Porto por 20 euros mensais“.
“Nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, os passageiros que utilizem apenas o comboio para chegar ao destino podem optar por usar apenas o PFV em vez do passe intermodal Navegante (Lisboa) e Andante (Porto), o que significa uma redução do preço para metade. A poupança é maior se o passageiro viajar para fora da Área Metropolitana do Porto”, pode ler-se no comunicado divulgado pelo Governo.
Quanto se poupa?
O Governo adiantou alguns “exemplos de poupanças, diretas ou indiretas, com passageiros que apenas usem comboio nas suas deslocações”:
- “Um passageiro com residência em Famalicão (fora da Área Metropolitana do Porto) e que trabalha na baixa do Porto (junto à estação de S, Bento) pagava 60 euros por mês por dois títulos (40€ do Andante+20€ do PFV). Passa a poder ter apenas o PFV por 20€/mês, o que representa uma poupança anual de 480€. Ao fim-de-semana, com o mesmo título, pode fazer viagens de lazer até Aveiro”;
- “Um passageiro que vive em Monte Abraão (Sintra) e que trabalha em Entrecampos (Lisboa) tem atualmente como opção o passe Navegante (40€) ou o passe da CP (32,35 €). Agora poderá escolher apenas o PFV por 20€/mês, o que permite uma poupança de 240€/ano. Ao fim-de-semana, pode fazer viagens de lazer até Setúbal”.

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Beatriz Vasconcelos | 08:31 – 18/09/2026
O Executivo explica ainda que “com o alargamento do PFV às linhas urbanas de Lisboa e Porto, é possível viajar em todas as linhas ferroviárias do país, com o mesmo título, em lazer, trabalho ou deslocações pendulares, mantendo-se a exceção do Alfa Pendular e do Intercidades em 1ª classe”.
“Com um impacto financeiro anual estimado em 1,5 milhões de euros, a medida pretende ser um importante estímulo ao uso de transporte público sustentável e um claro desincentivo ao uso do automóvel nas cidades. O alargamento do PFV aos comboios urbanos insere-se na política de simplificação tarifária e de redução de títulos monomodais de transporte que tem vindo a ser desenvolvida pelo Governo”, pode ler-se na nota divulhada.
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