A câmara municipal de Haia comunicou que a manifestação tinha sido dissolvida “devido à persistência da violência” e emitiu uma ordem de estado de emergência numa parte da cidade para autorizar a polícia a retirar da zona as pessoas que “contribuíssem para a desordem”.
O ministro da Justiça neerlandês, David van Weel, descreveu as imagens do protesto como repugnantes e denunciou “saudações hitlerianas, mensagens antissemitas, violência contra a polícia e lançamento de fogos de artifício contra a polícia de intervenção”.
“É importante que isto seja tratado com a máxima severidade”, acrescentou.
A manifestação teve início em Malieveld, uma zona próxima do centro, e estava prevista uma marcha pela cidade, mas, após os primeiros distúrbios no início da tarde, a câmara municipal decidiu que não podiam continuar com o protesto.
Ao serem informados, os manifestantes começaram a atirar hastes de bandeiras, fogos de artifício e latas de cerveja, entre outras coisas, segundo detalharam os meios de comunicação locais. A polícia respondeu com canhões de água, cães e cavalos para dispersar o grupo.
Membros da Câmara dos Representantes de diferentes partidos políticos também reagiram aos acontecimentos, classificando os manifestantes como “um grupo de extremistas exaltados” e insistindo que estes não representam os Países Baixos.
As imagens dos protestos podem ser vistas na galeria acima.
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