A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação subiu para 3,162% em agosto, traduzindo um aumento de 2,7 pontos base (p.b.) face ao mês anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta sexta-feira.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro manteve-se em 2,910% tal como em julho. A prestação média fixou-se em 418 euros, 4 euros acima do mês anterior e mais 24 euros que em agosto de 2025.
No último mês, a parcela relativa a juros representou 50,0% da prestação média.
Nos contratos celebrados nos últimos 3 meses, o valor médio da prestação subiu 13 euros, para 744 euros, correspondendo a um aumento homólogo de 14,3%. O capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumentou 725 euros, atingindo 80 188 euros.

“Aconselhamento torna-se crítico”. Prestação da casa vai subir? 5 dicas
O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juro, o que pode encarecer o crédito à habitação com taxa variável, devido ao aumento das taxas Euribor. Neste cenário, o aconselhamento financeiro torna-se ainda mais crítico, segundo João Lemos, diretor de operações do Poupança no Minuto/FinanceFy.
Beatriz Vasconcelos | 08:00 – 16/09/2026
Crédito à habitação: Prestação média sobe para máximo histórico de 441€
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em julho, para 2,96%, acima dos 2,89% do mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Nos novos contratos e renegociações – aumentou 0,02 pontos percentuais face aos 2,94% registados em junho, situando-se no valor mais alto desde maio de 2025 (2,97%). Em setembro e outubro de 2023, esta taxa chegou a atingir os 4,31%.
O banco central detalha que esta subida resultou dos novos contratos e dos contratos renegociados, cujas taxas de juro médias aumentaram 0,02 pontos percentuais, para 2,95% e 2,97%, respetivamente.
Na área do euro, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação subiu 0,04 pontos percentuais, para 3,52%, tendo Portugal mantido a quinta taxa média mais baixa entre os países da área do euro, depois de Malta, Bulgária, Espanha e Croácia.
Já a prestação média mensal do ‘stock’ de empréstimos à habitação aumentou pelo 11.º mês consecutivo e atingiu um novo máximo da série histórica: 441 euros, mais cinco euros do que em junho e mais 23 euros do que no final de 2025.
De acordo com o BdP, este acréscimo resultou do acréscimo quer da prestação média dos contratos já existentes, quer dos novos contratos, “estes últimos com prestações médias mais elevadas”.
Em julho, 86% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, isto é, com uma taxa de juro fixa num período inicial, seguida de taxa variável.
Nas novas operações a taxa mista, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais face a maio, para 2,83%, enquanto nas novas operações a taxa variável subiu 0,04 pontos percentuais para 3,19%.
[Notícia atualizada às 11h21]
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