“No turismo, foram registados 76 novos estabelecimentos, entre unidades de alojamento, restaurantes e agências de viagens. Os investimentos aprovados rondam em 840 milhões de meticais”, disse Basílio Muhate, durante a abertura da II Sessão do Conselho Coordenador do Ministério da Economia, em Maputo.
Fazendo o balanço do primeiro semestre, o governante avançou que os investimentos aprovados no setor poderão criar também cerca de mil empregos.
“Mais do que aumentar o número de estabelecimentos, importa assegurar que estes investimentos se traduzam em atividade económica efetiva, mais turistas, emprego e maior participação das empresas nacionais e das comunidades na cadeia de valor”, afirmou.
O ministro destacou igualmente a criação da Agência Nacional de Desenvolvimento e Investimento Turístico (Anditur), considerando que constitui uma oportunidade para reforçar a promoção e o desenvolvimento do turismo no país: “O seu desempenho deverá ser acompanhado por resultados concretos na atração de investimento, no crescimento do número de visitantes, na criação de emprego e na participação nacional na cadeia de valor”.
No setor industrial, o ministro avançou que a produção está estimada em cerca de 60 mil milhões de meticais (818,4 milhões de euros) no primeiro semestre, com destaque para as indústrias alimentares, metais de base, bebidas, minerais não metálicos e produtos químicos.
Segundo Basílio Muhate, foram igualmente licenciados três grandes estabelecimentos industriais destinados ao processamento de grafite, produção de embalagens plásticas e papel canelado, além da serração e aplainamento de madeira, com potencial para criar 938 postos de trabalho nas províncias de Niassa e Sofala.
O ministro referiu ainda que 3.004 micro, pequenas e médias empresas beneficiaram de ações de capacitação e assistência durante o período em análise e que foram aprovados 90 projetos de investimento direto, sobretudo nos setores dos transportes e comunicações, turismo e hotelaria e indústria.
Muhate avançou ainda que os dados preliminares do primeiro semestre “apontam para um saldo positivo da balança comercial de cerca de 114 milhões de dólares, resultante de um crescimento de 5% das exportações e de uma redução de 12% das importações” e defendeu que a redução das importações deve ser acompanhada pelo reforço da capacidade produtiva nacional.
“A redução das importações deve ser acompanhada pelo reforço da capacidade produtiva nacional, permitindo que uma parcela crescente da procura interna seja satisfeita pela produção moçambicana, com benefícios para as empresas, o emprego e o rendimento”, explicou.
Muhate reiterou igualmente a necessidade de acelerar a diversificação das exportações e aumentar o valor acrescentado dos produtos nacionais.
“Precisamos de aumentar a diversificação das exportações, o valor acrescentado dos produtos nacionais e a participação das empresas moçambicanas nos mercados regionais, continentais e internacionais”, afirmou.
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