As autoridades cabo-verdianas ainda não determinaram as circunstâncias em que ocorreu o acidente que, na noite de sábado, 5 de setembro, matou 25 pessoas, entre as quais jovens e crianças, na ilha do Fogo.
No entanto, em declarações à RTP 3, a diretora da Televisão de Cabo Verde (TCV), revelou que testemunhas no local garantiram que a queda de 30 metros por uma ravina abaixo ocorreu devido a um problema com o pneu do veículo pesado de passageiros.
“As razões do acidente ainda não foram determinadas pelas autoridades mas segundo algumas testemunhas no local tudo terá sido provocado pelo rebentamento de um pneu”, explicou Anabela Varela, acrescentando que, com isso, “a viatura terá perdido o controlo e se despistado numa zona que é um bocado difícil, que é uma descida e logo a seguir uma curva um tanto ou quanto acentuada”.
A maioria das vítimas mortais são crianças e adolescentes, mas há também adultos. Algumas já foram, entretanto, sepultadas por indicação das autoridades e com o consentimento das famílias.

“Noite dolorosa” em Cabo Verde. Sete das vítimas já foram sepultadas
Cabo Verde “viveu uma das noites mais dolorosas da sua história”. Um trágico acidente de autocarro matou 25 pessoas e deixou feridas quase duas dezenas. Entre as vítimas estão vários jovens e crianças, que iam num “passeio de alunos”.
Natacha Nunes Costa | 11:42 – 06/09/2026
Há ainda mais de uma dezena de feridos, alguns dos quais em estado grave. Têm entre 6 e 11 anos e foram transportados para o hospital da cidade de São Filipe, onde uma grande parte das vítimas estudava.
Sobre o condutor e o passeio que fazia o grupo, Anabela Varela revelou que o homem “tinha a tradição de, todos os anos, oferecer a crianças no final ou antes do início do ano letivo porque eram crianças que ele transportava durante o período de aulas, do agrupamentos do Curral Grande e de Ponta Verde”.
Segundo a diretora da TCV “há também alguns adultos entre as vítimas”. Só não foi possível, para já, “saber, exatamente, a faixa etária” dessas.
O que se sabe é que eram 39 passageiros mais o motorista, cuja morte já foi, entretanto, confirmada.
Sobre o que aconteceu há ainda muitas dúvidas, assim como se há capacidade para os feridos serem tratados na ilha do Fogo, onde ocorreu a tragédia. Entretanto, o Governo cabo-verdiano decretou dois dias de luto nacional.
“Djedjin era um homem estimado”
Segundo o site Onda Kriolu o condutor do autocarro, Henrique Cardoso, conhecido na ilha pelo nome de Djedjino, “era um homem estimado na sua comunidade e, todos os anos, antes ou no final do ano lectivo, organizava passeios para alunos que transportava durante o período escolar”.
Já as restantes vítimas são “sobretudo crianças e adolescentes dos agrupamentos III e IV de Curral Grande e Ponta Verde”.
Entre os passageiros encontravam-se ainda catequistas e membros de grupos corais cabo-verdianos.
Recorde-se que o acidente com o autocarro que Djedjino conduzia caiu por uma ravina de 30 metros de altura na localidade de Campanas de Cima, no município de Santa Catarina do Fogo. Ao todo morreram 25 pessoas.
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