“A situação com que vamos lidar hoje não é, claro, fácil”, disse Putin, cumprimentando os interlocutores em inglês: “Bem-vindos. Prazer em conhecê-los”.
O líder russo começou o encontro a transmitir, “em primeiro lugar, os melhores votos” e “palavras de agradecimento” ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A reunião, que decorre no Grande Palácio do Kremlin, conta também com a presença do conselheiro de política internacional do Kremlin, Yuri Ushakov, e do enviado presidencial para a cooperação económica com os EUA, Kiril Dmitriev.
Os enviados de Trump chegaram a Moscovo pouco depois do meio-dia (hora local), mas Putin teve uma agenda ocupada hoje devido ao Dia de Moscovo e outros eventos no âmbito da campanha eleitoral para as legislativas que se realizam no dia 20.
A reunião, a primeira desde 22 de janeiro, realiza-se menos de duas semanas após a visita a Moscovo do diretor dos serviços secretos norte-americanos (CIA), John Ratcliffe.
Na sexta-feira, Trump confirmou que os seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam para Moscovo e Kiev este fim de semana, para procurar reavivar as conversações entre Rússia e Ucrânia, para pôr fim à guerra, adiantando que eles levavam “uma proposta para acabar com a guerra”.
“Eu terminei oito guerras”, insistiu o líder norte-americano.
Putin disse esta semana que estava disposto a receber Witkoff e Kushner, mas até agora rejeitou tanto um cessar-fogo prolongado como uma possível cimeira tripartida com os EUA e a Ucrânia, a menos que seja para assinar uma paz definitiva.
Os dois países em guerra anunciaram a suspensão dos ataques entre hoje e segunda-feira, durante a visita dos representantes norte-americanos.
Depois do encontro com Trump, os enviados deverão ser recebidos em Kiev pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, naquela que será a primeira reunião entre os dois negociadores e o líder ucraniano. Witkoff e Kushner já se reuniram antes com as autoridades russas.
As negociações russo-ucranianas estão estagnadas desde fevereiro passado, quando começou a operação militar EUA-Israel contra o Irão.
A viagem ocorre um ano depois de Trump ter recebido Putin no Alasca em agosto de 2025, numa tentativa de acabar com a guerra, uma das promessas de campanha do republicano. A reunião, no entanto, terminou sem acordo.
Trump está a tentar reintegrar a Rússia no palco internacional, tendo convidado Moscovo a participar nas reuniões dos ministros das Finanças do G20 realizadas na semana passada, na Carolina do Norte (Estados Unidos).
A ofensiva militar russa contra o território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
[Notícia atualizada às 18h53]
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