O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, foi questionado, esta tarde, sobre a moção de censura apresentada pelo Chega contra o Governo. O governante considerou que já existe “um prenúncio” sobre qual será o resultado da mesma, e defende que este debate não tem como objetivo obter esclarecimentos.
“Uma coreografia que não se destina a obter esclarecimentos”, começou por afirmar Leitão Amaro, considerando que este debate vai “contra a vontade dos portugueses que não querem ouvir falar de eleições”.
Para Leitão Amaro, “as exposições anunciadas por vários partidos prenunciam o desfecho da moção”, disse, dando entender que está confiante de que a mesma será chumbado, quando for a discussão no próximo dia 8 de setembro, quarta-feira.
O ministro foi questionado se todo o Governo está confortável com as sucessivas notícias que envolvem o ministro da Administração Interna – cuja manutenção no executivo está na base da justificação do Chega para censurar o Governo – tendo respondido que o tema “não foi discutido no Conselho de Ministros”.
“Em particular, sobre o ministro da Administração Interna, relativamente ao qual incidiram em particular algumas das vossas questões, o primeiro-ministro já se pronunciou sobre isso muito recentemente e não há nada que eu, em particular no fim e no contexto de uma conferida imprensa sobre o Conselho de Ministros, vá ou deva acrescentar”, disse.
Leitão Amaro disse, ainda, respeitar “a democracia e todos os seus instrumentos”, mas reforçou que o governo “não está focado no ruido, nem nas coreografias sem contributo para soluções de problemas” e que está focado em trabalhar para resolver os problemas vários que os portugueses enfrentam”.
o presidente do Chega entregou, na quarta-feira, no Parlamento, uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência das várias polémicas que têm envolvido o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Já esta quinta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, asseverou que encara a moção de censura apresentada pelo Chega contra o seu Executivo “com muita tranquilidade”, uma vez que, na sua ótica, “não aconteceu nada de extraordinário que justifique a interrupção do trabalho do Governo”.
“O Governo governa porque foi escolhido pelo povo. O quadro desta legislatura é um trabalho de quatro anos e meio, que termina no final do verão de 2029. Estamos a cumprir o programa do Governo, que a própria Assembleia da República (AR) viabilizou. Portanto, não há nenhuma razão, creio eu, para interromper este caminho de respeito pela vontade popular. Aquilo que me parece é que a AR, como um todo, dará condições ao Governo para continuar a executar o seu programa. Se assim não fosse, isso significaria que há, por parte de um dos órgãos de soberania, um contexto de divergência com o sentido das pessoas”, apontou.
O debate da moção de censura foi agendado para a próxima terça-feira, dia 8 de setembro, às 15h00, ainda durante a primeira sessão legislativa da atual legislatura.
[Notícia atualizada às 15h19]
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