O primeiro-ministro da república autoproclamada, Unal Ustel, disse que foram encontrados os corpos de duas mulheres a 550 metros de profundidade.
“O número de pessoas falecidas (…) chega agora aos 12 mortos”, escreveu.
Outros dois corpos já tinham sido resgatados na quarta e na quinta-feira, além dos oito recolhidos à superfície nas horas seguintes ao naufrágio.
As equipas de busca consideraram provável que todos os desaparecidos estejam presos nos destroços da embarcação.
Segundo as autoridades, a maioria dos mortos e desaparecidos era de nacionalidade turca, sendo dois deles oriundos da RTCN.
De acordo com as equipas de socorro, 267 pessoas (passageiros e tripulação) seguiam a bordo do Filojet, um catamarã que devia fazer a ligação entre Kyrenia e Girne, na costa norte da RTCN, e o porto turco de Tasucu, quando a embarcação começou a inundar.
Destas pessoas, 239 foram resgatadas no domingo.
Segundo os investigadores citados pela imprensa local, a tragédia podia ter sido evitada se o capitão tivesse reduzido a velocidade para regressar com cautela ao porto de Kyrenia, situado a apenas algumas milhas de distância.
A RTCN, reconhecida apenas pela Turquia, proclamou a independência em 1983, nove anos após a invasão do norte de Chipre pelo exército turco, ocorrida na sequência de um golpe de Estado nacionalista cipriota apoiado pela Grécia.
O território ocupa cerca de um terço da ilha mediterrânica.
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