Assinala-se esta quinta-feira, dia 3 de setembro, um ano do descarrilamento do elevador da Glória, em Lisboa. A investigação ao acidente ainda decorre, bem como o apoio aos familiares das 16 vítimas mortais e aos 24 feridos, de 15 nacionalidades, registando-se (apenas) quatro processos indemnizatórios concluídos.
O que se sabe sobre as indemnizações?
A Fidelidade assumiu até agora custos no total de 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, incluindo quatro indemnizações a famílias de vítimas mortais, anunciou a seguradora da Carris.
Em comunicado, adiantou que, até ao momento, “suportou diretamente, ou assumiu a responsabilidade pelo reembolso, de aproximadamente 2,3 milhões de euros em despesas relacionadas com o acidente, incluindo além dos acordos indemnizatórios já alcançados, serviços funerários, repatriamentos, consultas, tratamentos, internamentos, intervenções cirúrgicas, reabilitação, transportes, salários perdidos, entre outros”.
Relativamente às 16 mortes, foram concluídos até à presente data acordos de indemnização com quatro famílias e estão atualmente em negociação sete processos.

Elevador da Glória: Um ano depois, há 4 famílias de vítimas indemnizadas
A Fidelidade assumiu até hoje custos no total de 2,3 milhões de euros relacionados com o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, incluindo quatro indemnizações a famílias de vítimas mortais, anunciou a seguradora da Carris.
Lusa | 12:50 – 27/08/2026
“Uma situação segue os respetivos trâmites judiciais, após não ter sido possível, até ao momento, alcançar acordo quanto à proposta apresentada”, revelou a seguradora, avançando ainda que “existe uma outra vítima mortal que está a ser regularizada exclusivamente em sede de acidentes de trabalho à qual estão a ser pagas pensões provisórias que se manterão até que esteja concluído o processo no tribunal do trabalho”.
Há ainda três processos em que “ainda não foi possível apresentar uma proposta indemnizatória definitiva”, devido, essencialmente, à “necessidade de obtenção de documentação indispensável e das especificidades legais dos países envolvidos”, explicou.
Já quanto aos 24 feridos, “a avaliação indemnizatória definitiva apenas poderá ser realizada quando exista estabilização clínica que permita determinar, de forma adequada, a extensão das eventuais sequelas e dos danos sofridos”, o que ainda não aconteceu em nenhum dos casos.
A seguradora vincou que não comenta casos individuais, nem qualquer informação pessoal ou clínica abrangida por deveres de confidencialidade e privacidade das vítimas e das suas famílias.
Salientando a “especial complexidade” que revestiu algumas das situações, a Fidelidade afirmou que a conclusão dos processos “depende, essencialmente, da estabilização clínica das vítimas, da obtenção dos elementos necessários à avaliação dos danos e, nos processos indemnizatórios, do acordo entre as partes”.

Fazer manutenção da frota da Carris fora? “É extremamente preocupante”
Um ano depois do descarrilamento do ascensor da Glória, em Lisboa, o dirigente sindical Manuel Leal, do STRUP/Fectrans, defende a reconstrução do setor oficinal da Carris para manutenção da frota internamente, considerando “extremamente preocupante” que se insista na externalização.
Lusa | 08:21 – 03/09/2026
O descarrilamento do elevador da Glória ocorreu em 03 setembro de 2025 e, na sequência do acidente, a Câmara Municipal de Lisboa, presidida pelo social-democrata Carlos Moedas, aprovou medidas de apoio às vítimas e de conceção de um novo sistema tecnológico para o ascensor da Glória, assim como a criação de um memorial na Calçada da Glória.
Ao longo dos últimos meses, a oposição à governação PSD/CDS-PP/IL tem criticado a falta de informação e respostas sobre o acidente com o elevador da Glória, com a vereação do PS a acusar Carlos Moedas de adotar “uma espécie de tática de amortecimento para não se falar disto, para ver se as pessoas esquecem”.
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