O presidente do Chega, André Ventura, anunciou, esta quarta-feira, dia 2 de setembro, que vai avançar com a moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência dos casos que envolvem o nome do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
“O Chega deu entrada hoje, no Parlamento, de uma moção de censura com um objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção de Luís Neves no cargo de ministro da Administração Interna, de questionar as razões pelas quais mantém Luís Neves com todas estas suspeitas, com todos estes problemas, com toda esta degradação, à frente do Ministério da Administração Interna”, disse, em declarações, aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa.
De recordar que o líder do Chega reuniu com os órgãos do partido para tomar uma “decisão final” sobre a apresentação da moção de censura ao Governo.
Na terça-feira, adiantou ainda que tinha falado com o Presidente da República, António José Seguro.
Por sua vez, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou, também na terça-feira, que tem sido alvo de insinuações e mentiras, mas que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.
“A mim não me intimidam, jamais me intimidarão”, afirmou Luís Neves na cerimónia de comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos.
O ministro defendeu que tem autoridade para continuar a governar e acusou o presidente do Chega, André Ventura, de lançar “o caos, porque dá jeito”.
[Notícia em atualização]

Carneiro diz que não será pelo PS que haverá “crise política” em Portugal
O secretário-geral do PS assegurou hoje que não será pelo seu partido que haverá “crise política” em Portugal, mas insistiu que o primeiro-ministro “tem de assumir” a “responsabilidade” na polémica em torno do ministro Luís Neves.
Lusa | 13:33 – 02/09/2026



