No 35.º aniversário da independência da Ucrânia, António Costa lembrou que “aqueles que querem defender o direito internacional têm de defender o direito de independência da Ucrânia”.
“É altura de parar esta guerra, parar de matar pessoas, de destruir infraestruturas, de atacar objetivos civis e dar uma oportunidade para que se possa negociar a paz”, defendeu o presidente do Conselho Europeu, atirando culpas a Putin pelo conflito que se vive desde 2022.
“Esta guerra só existe porque a Rússia quer pôr em causa a independência e soberania da Ucrânia”, criticou, em declarações exclusivas à SIC Notícias.
António Costa falava a propósito da chamada Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia, composta por cerca de 30 Estados aliados de Kyiv, e que se reúnem hoje na capital ucraniana.
Deste encontro, referiu, o objetivo é reforçar o “esforço global para apoiar a Ucrânia, apoiá-la nesta ação defensiva, de se defender dos ataques que têm visado alvos civis”.
Coligação da Boa Vontade reúne-se em Kyiv no Dia da Independência
A reunião que unirá os estados aliados da Ucrânia terá um formato híbrido – alguns dirigentes não estarão em Kyiv, como é o caso do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, participando por videoconferência – e será coorganizada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, e pelo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que participa pela primeira vez num encontro deste grupo.
“A Rússia não deve ter dúvidas sobre a nossa determinação”, declarou Burnham, em comunicado, antes de chegar a Kyiv.
“Não cederemos até que se estabeleça uma paz justa e duradoura”, afirmou o líder do Governo do Reino Unido, na primeira viagem internacional desde que assumiu o cargo, no final de julho.
Esta coligação, lançada em março de 2025 por Paris em coordenação com o Reino Unido e que Portugal integra, reúne países dispostos a fornecer garantias de segurança à Ucrânia para impedir uma nova agressão da Rússia após o fim do atual conflito.
É a terceira vez que o grupo se reúne em Kyiv desde que foi criado e este encontro acontece num momento em que Moscovo têm intensificado os ataques com mísseis balísticos e a liderança ucraniana pede ajuda para reforçar a defesa aérea, fortemente debilitada ao nível de mísseis intercetores.
[Notícia atualizada às 08h28]
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