O presidente do PSD, Luís Montenegro, fez o anúncio na festa do Pontal, em Quarteira, no concelho de Loulé, num discurso marcado por um balanço da governação da coligação AD (PSD/CDS-PP). Segundo o primeiro-ministro, no início do próximo mês, o Passe Ferroviário Verde será alargado para os transportes urbanos de Lisboa e Porto, depois de este título de transporte já ter sido implementado em todo o país, para os comboios, exceto o Alfa Pendular.
Enquadrado como um dos “grandes investimentos” que o Governo está a fazer na rodovia, nos portos, nos aeroportos e na ferrovia, a medida “aproxima as pessoas” e “favorece a mobilidade daqueles que têm que se deslocar para ir trabalhar, para ir estudar, mas também para conhecer o país”, considerou Luís Montenegro.
O dirigente social-democrata esclareceu então que, a partir de setembro, os utilizadores dos transportes que quiserem “andar de comboio dentro da área metropolitana de Lisboa e do Porto, podem também fazê-lo com 20 euros mensais”, à semelhança do que já acontece hoje, nos comboios, em todo o país.
Recordamos, a este propósito, em que consiste e como funciona este passe.
Passe Ferroviário Verde: Para que serve? Como comprar?
O Passe Ferroviário Verde entrou em vigor em 21 de outubro de 2024 com um custo de 20 euros mensais, permitindo viajar em todos os comboios da CP, exceto no Alfa Pendular.
O Passe Ferroviário Verde “permite viajar de comboio por todo o país”, de acordo com a informação disponibilizada no site da CP – Comboios de Portugal. Assim sendo, o passe é válido na CP, “para portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, e pode ser adquirido em qualquer dia”.
“Este passe é carregado no Cartão CP, para o período de validade pretendido (30, 60 ou 90 dias). A sua validade corresponde à modalidade adquirida e para um período específico, pelo que, um portador de Passe não carregado ou com validade expirada não poderá viajar, sendo considerado Cliente sem título de transporte e sujeito à aplicação de coima”, é ainda explicado no site da transportadora.
Até então, não era permitida a “utilização dos comboios urbanos nos troços abrangidos pelos passes intermodais Andante e Navegante”.
Entretanto, o passe ferroviário verde passou a estar disponível na aplicação gov.pt, deixando assim de ser necessário um cartão físico.
“O Passe Ferroviário Verde Digital está integrado na aplicação CP e permite a autenticação através da Chave Móvel Digital, simplificando os processos de compra, validação e utilização das viagens. Mais de 84% das reservas deste passe são já feitas através dos canais digitais da CP – Comboios de Portugal, nomeadamente aplicação móvel e bilheteira online. A digitalização do passe permite uma experiência mais cómoda e segura, reduzindo a necessidade de suporte físico, facilitando os processos de reserva e reforçando a modernização dos serviços da CP, em linha com as expectativas dos passageiros e com as melhores práticas do setor da mobilidade”, explica a CP, em comunicado.
Quanto custa?
O preço depende da modalidade escolhida, segundo a CP:
- Passe Ferroviário Verde – 30 dias – 20,00 €;
- Passe Ferroviário Verde – 60 dias – 40,00 €;
- Passe Ferroviário Verde – 90 dias – 60,00 €.
Além disso, “não se aplicam quaisquer outros descontos”.

Montenegro anuncia passe a 20 euros chega a áreas de Lisboa e Porto
O presidente do PSD, Luís Montenegro, anunciou hoje, no Algarve, que o “passe verde” para transportes, por 20 euros, vai estar disponível nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto a partir do início de setembro.
Lusa | 23:47 – 14/08/2026



