O tufão Dolphin, o décimo terceiro tufão da temporada segundo a classificação chinesa, atingiu terra por volta das 17h30, hora local de domingo (10h30, hora de Lisboa) na cidade de Yuhuan, em Zhejiang, com ventos de 42 metros por segundo, informou hoje o Centro Meteorológico Nacional do país.
A tempestade voltou a atingir terra pouco mais de uma hora depois na cidade de Yueqing, também em Zhejiang, já com ventos de 38 metros por segundo, antes de avançar para o interior e perder força gradualmente.
Às 05h00, hora local desta segunda-feira (22h00, em Lisboa no domingo), o centro do Dolphin encontrava-se no condado de Qingyuan, em Zhejiang, com ventos de 23 metros por segundo, já como tempestade tropical, e previa-se que continuasse a avançar para noroeste entre 20 e 25 quilómetros por hora enquanto continuava a enfraquecer.
O Centro Meteorológico Nacional reduziu o seu alerta de tufão, mas manteve um alerta laranja, o segundo mais grave, para a chuva, com previsão de precipitação forte ou torrencial no centro e no leste do país.
Segundo o organismo, algumas zonas do leste de Zhejiang e das áreas montanhosas do sul da província oriental de Anhui poderão registar chuvas torrenciais, com volumes de chuva entre os 250 e 320 milímetros.
Em Xangai, onde durante a noite se registaram chuvas generalizadas e vários distritos ativaram alertas laranjas, quatro linhas de metro ficaram suspensas, enquanto vários troços da rede funcionavam com limitações de velocidade.
A cidade suspendeu ainda todo o transporte aquático de passageiros, incluindo ferries urbanos e serviços turísticos, e recomendou aos cidadãos que evitassem saídas desnecessárias e ajustassem as suas deslocações durante a hora de ponta.
Segundo as autoridades locais, até à tarde de domingo Xangai tinha recolocado 215.600 pessoas por razões de segurança.
Antes de chegar a Zhejiang, o Dolphin atravessou as ilhas Ryukyu na sexta-feira, no sul do Japão, onde deixou pelo menos três feridos ligeiros, cortes de eletricidade em milhares de lares e centenas de voos cancelados, levando as autoridades chinesas a ativar o alerta vermelho no domingo perante a sua entrada na costa oriental do país.
A tempestade causou perturbações generalizadas transportes em toda a região do Delta do Rio Yangtzé, com mais de mil voos foram cancelados no domingo, enquanto alguns serviços ferroviários e rotas de ferry foram suspensos.
Segundo a agência Xinhua, o Aeroporto Internacional de Hangzhou Xiaoshan cancelou 388 voos de chegada e partida, a maioria dos quais programados para o período da tarde. Os aeroportos de Pudong e Hongqiao, em Xangai, cancelaram mais de 1.300 voos, quase 60% dos serviços programados.
Prevê-se que o impacto do Dolphin se prolongue por vários dias, com o meteorologista-chefe do Centro Meteorológico Nacional,Dong Lin, a indicar à Xinhua o impacto da circulação da tempestade se estende por cerca de 1300 quilómetros, contribuindo para um impacto de vento e chuva amplo e prolongado.
Para hoje prevê-se chuva intensa principalmente em zonas ao sul dos rios Amarelo e Huaihe, incluindo partes de Zhejiang, Xangai, Jiangsu, Anhui, Hubei, Henan e Shandong.
Espera-se que a faixa de precipitação se desloque para norte a partir de terça-feira, à medida que a circulação residual do Dolphin avança para o interior do país. De acordo com o Serviço Meteorológico de Pequim, prevê-se que a região de Pequim-Tianjin-Hebei registe chuva forte desde a noite de segunda-feira até sexta-feira.
O Dolphin chega num verão marcado na China por tufões, chuvas torrenciais, enxurradas e deslizamentos de terra, com dezenas de mortos e evacuações preventivas de centenas de milhares de pessoas em várias províncias.
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