Num comunicado, Nabil Fahmy condenou “os brutais ataques israelitas contra a Faixa de Gaza, dirigidos contra tendas de deslocados e habitações, que causaram dezenas de mortos e feridos”, bem como “uma campanha militar em larga escala na Cisjordânia que inclui demolições e detenções”.
Para o responsável pela organização pan-árabe, todas estas ações perpetradas por Israel nos últimos dias “refletem uma clara tentativa israelita de sabotar o roteiro” da segunda fase do acordo de trégua em Gaza, que prevê o fim das operações militares israelitas e a retirada das tropas do devastado enclave palestiniano.
O dirigente egípcio sublinhou ainda a necessidade de Israel “ser plenamente responsabilizado” pelas “tentativas flagrantes de frustrar os esforços de mediação”, liderados pelo Egito, Qatar, Turquia e Estados Unidos, com o objetivo de pôr termo à guerra em Gaza, iniciada a 07 de outubro de 2023, após um ataque do movimento islamita palestiniano Hamas contra Israel.
“Não se deve permitir que Israel alcance os seus objetivos de prolongar e expandir a ocupação em Gaza”, advertiu Fahmy.
Também o Hamas alertou, no domingo, que Israel está a provocar uma “escalada deliberada” em Gaza para bloquear o acordo alcançado na quinta-feira com os Estados Unidos e impedir o avanço para a segunda fase da trégua.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira passada um acordo para o “desarmamento total” do Hamas, segundo o qual Israel se compromete a cumprir o que foi acordado no Protocolo de Sharm el-Sheikh, nomeadamente o “cessar das operações militares”, de acordo com o roteiro publicado na rede social X pelo Conselho de Paz criado pelo chefe de Estado dos EUA.
O roteiro prevê igualmente a eliminação progressiva das capacidades militares do Hamas e de outras fações de Gaza, bem como o desmantelamento de túneis e arsenais e a criação de um mecanismo de supervisão internacional durante o processo.
Para que isso aconteça, a primeira condição estabelecida no documento é que “Israel deverá cumprir integralmente, sem demora, todos os compromissos pendentes ao abrigo do Protocolo de Sharm el-Sheikh, em particular o cessar das operações militares”, um requisito prévio que também se aplica a todas as fações palestinianas.
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