O meio de pagamento com mais vantagens para o cliente é o dinheiro físico (notas e moedas), de acordo com a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO).
“A DECO alerta os consumidores para os desafios dos meios digitais de pagamento e reforça a ideia que o formato de pagamento que tem mais vantagens para os consumidores é o pagamento em dinheiro físico (notas e moedas)“, adianta, numa nota publicada no seu site.
A associação explica que, “atualmente, os consumidores têm à sua disposição um conjunto diversificado de meios de pagamento, nomeadamente, o dinheiro físico, também conhecido como numerário (notas e moedas); os cartões débito/crédito, cheques e mais recentemente e de forma crescente, a utilização dos canais digitais, entre outros“.
Acontece que, “numa sociedade cada vez mais atenta às novidades tecnológicas e ao conforto e comodidade que estas proporcionam, a utilização do digital tem vindo a ganhar espaço no quotidiano de muitos consumidores”.
“A pandemia COVID-19 e a consequente aplicação de medidas de controlo e mitigação promoveram também o aumento significativo da utilização do digital, inclusive com o incentivo ao uso de meios de pagamento eletrónicos, como por exemplo a utilização de cartões de pagamento com tecnologia contactless”, esclarece.
As vantagens do pagamento em dinheiro físico
A DECO sublinha que “não devemos esquecer que, segundo dados do Banco de Portugal, o meio de pagamento mais privilegiado continua a ser o numerário, para além de ser o que apresenta um menor custo para o consumidor”.
“Assim, é essencial garantir que numa economia cada vez mais digital, os consumidores dependentes de dinheiro físico não sejam excluídos e que o direito de escolha sobre o meio de pagamento a utilizar seja uma decisão individual, baseada em informação clara e adequado à sua realidade”, pode ler-se no comunicado da Associação.

Governo avança com “MULTIBANCO + Perto”: Vai ter um perto de si?
Em causa está um projeto-piloto que pretende garantir o acesso a serviços bancários essenciais às populações que vivem em localidades sem qualquer ponto de atendimento bancário próximo.
Notícias ao Minuto | 14:47 – 06/07/2026
De recordar que o Governo lançou o “MULTIBANCO + Perto”, uma iniciativa que surge da colaboração entre o Ministério da Economia e da Coesão Territorial, o Banco de Portugal (BdP), a SIBS e a Anafre.
Segundo a tutela, a motivação para o lançamento deste serviço surge do relatório do BdP “Avaliação da Cobertura da Rede de Caixas Automáticos e Balcões de Instituições de Crédito” de 2022, que identificou 1.276 freguesias (41% do total do país) que não têm serviços bancários a menos de cinco, 10 ou 15 quilómetros.
Já a escolha de Bragança para o lançamento desta iniciativa surge da identificação como o distrito mais afetado pela falta de serviços bancários.
No entanto, existem freguesias cuja solução poderá passar pela disponibilização de um Caixa Automático à população, o que resultará da avaliação feita a partir do projeto-piloto agora implementado.

Multibancos nas freguesias “é muito positivo”, diz Anafre
O presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), Francisco Brito, defendeu hoje que a colocação de caixas ATM nas freguesias era uma reivindicação antiga que agora começa a ser concretizada, através do projeto-piloto Multibanco + Perto.
Lusa | 17:34 – 06/07/2026
Leia Também: Dinheiro físico a circular em Moçambique dispara em maio



