Relativamente ao volume de negócios, aumentou 45% para 96,4 mil milhões de dólares (84,11 mil milhões de euros), face ao mesmo período do ano anterior.
“O desempenho operacional da Shell permitiu obter resultados muito sólidos durante um trimestre mais uma vez marcado por graves perturbações nos mercados mundiais de energia”, afirmou o diretor-geral da Shell, Wael Sawan, em comunicado.
Após resultados já impulsionados pelos preços dos hidrocarbonetos no primeiro trimestre, estes resultados “refletem preços realizados mais elevados”, mas também uma intensificação do comércio de crude e de produtos petrolíferos, bem como de gás natural liquefeito (GNL), explicou a empresa.
O preço do petróleo bruto atingiu níveis significativamente mais elevados no segundo trimestre de 2026 do que no mesmo período do ano anterior, uma vez que a guerra entre os Estados Unidos e o Irão perturbou a oferta mundial.
“Estes efeitos foram parcialmente contrabalançados por volumes mais baixos, principalmente devido ao impacto do conflito no Médio Oriente nos volumes do Qatar, bem como por margens mais reduzidas no setor dos lubrificantes”, acrescenta a Shell.
A instalação de Ras Laffan, no norte do Qatar, o maior centro de liquefação de gás do mundo, sofreu danos significativos depois de ter sido alvo de vários ataques desde o início da guerra.
A Shell tinha alertado, no início de julho, para uma queda acentuada da sua produção de gás no segundo trimestre. Esta situou-se nos 631.000 barris equivalentes de petróleo por dia, contra os 909.000 do primeiro trimestre, precisou a empresa.
A Shell anunciou hoje o lançamento de um novo programa de recompra de ações no valor de 3 mil milhões de dólares (2,62 mil milhões de euros).
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