Estas posições foram assumidas na Assembleia da República depois da reunião desta manhã da conferência de líderes em que ficou agendada uma reunião extraordinária da Comissão Permanente sobre os problemas com os exames nacionais, mas sem a presença obrigatória do Governo.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, disse que o Governo aceita a decisão e que “em momento algum se negou a prestar esclarecimentos ou negou a vinda eventual de um membro do Governo”.
“A seu tempo, o Governo dirá quem é que estará presente, não é este o momento para revelar”, afirmou ainda.
O deputado do PS Pedro Delgado Alves sublinhou que a solução conseguida, com os socialistas a retirar do requerimento a presença obrigatória do Governo neste debate, vai “permitir a vinda do ministro da Educação” à Comissão Permanente.
“Não foi dada essa garantia de que o senhor ministro da Educação não viria. Não nos passa pela cabeça que isso não seja o caso. Será a pessoa que estará em condições de prestar os esclarecimentos necessários e um debate sem a vinda do ministro seria estranhíssimo”, considerou.
Delgado Alves disse também que o PS queria que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, fosse ao Parlamento, e considerou que seria preferível que Chega tivesse “aceitado a solução de marcar um debate” em torno das polémicas a envolver Luís Neves, mesmo sem a presença obrigatória do Governo, uma vez que, com a sua posição, acabou por não haver qualquer discussão.
A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, juntou-se aos apelos para que o ministro da Educação vá ao Parlamento na segunda-feira, tal como o deputado do Livre Paulo Muacho e o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, que acusou Fernando Alexandre de mentir constantemente nas matéria relacionadas com os exames nacionais.
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, questionou “que sentido é que fazia aceitar uma Comissão Permanente para falar sobre o ministro da Administração Interna, para falar sobre tudo o que ele fez enquanto foi diretor nacional da Polícia Judiciária, sem a presença do mesmo”.
Pedro Pinto acusou também PSD e CDS-PP de quererem “fugir ao debate” sobre as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, considerando que o “caso é demasiado grave” para ser deixado para setembro.
Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da IL, acusou o PSD e o CDS-PP de impedirem que o ministro da Administração Interna vá ao Parlamento por saberem que as explicações dadas por Luís Neves, na conferência de imprensa de quarta-feira, foram insuficientes.
Em relação ao debate sobre educação que foi agendado, o deputado afirmou que era importante, mas salientou que o Governo pode não se fazer representar “se achar que não é relevante”.
A deputada única do PAN considerou que “seria mais do que pertinente” um debate sobre as polémicas em torno de Luís Neves, porque “devem ser prestados todos os esclarecimentos do ponto de vista político”.
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