A taxa de inflação abrandou para 3,0% em julho, em termos homólogos, contra 3,2% no mês anterior, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi 3,0% em julho de 2026, taxa inferior em 0,2 pontos percentuais à observada no mês anterior”, refere o INE.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado, em julho, uma taxa de variação homóloga de 2,6%, superior em 0,1 pontos percentuais à de maio.
Segundo o INE, a variação do índice relativo aos produtos energéticos abrandou para 8,7%, depois de 9,1% em junho, e o índice dos produtos alimentares não transformados desacelerou de 5,1% para 3,7%.
Face ao mês anterior, a variação do IPC terá sido -0,5% em julho (0,1% em junho e -0,4% em julho de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,6% (valor idêntico ao do mês anterior).
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, terá registado uma variação homóloga de 3,1%, idêntica à do mês precedente.
Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de junho serão publicados pelo INE em 12 de agosto.
Cabaz alimentar voltou a subir na última semana
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros, invertendo a descida de 5,17 euros da semana anterior.
“O cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste custa esta semana 253,47 euros, o que representa um aumento de 2,18 euros face à semana anterior”, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.
Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.
Entre 22 e 29 de julho, as salsichas Frankfurt registaram um aumento de 25%, para 1,97 euros, o atum posta em azeite subiu 14%, para 2,09 euros, e o peito de peru fatiado embalado registou um acréscimo de 10%, para 2,83 euros, os produtos com maiores aumentos de preços.
No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 11,65 euros (menos 4,82%).
Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 13,82 euros (menos 5,77%).
Já no início de 2022, era possível gastar menos 65,77 euros (uma diferença de 35,04%).
Em relação ao ano passado, a maior subida de preço verificou-se em produtos como o bacalhau graúdo (24% custando atualmente 19,34 euros por quilograma), o robalo (23% custando atualmente 10,14 euros por quilograma), e a perca do nilo (22% custando atualmente 12,12 euros por quilograma).
Desde 05 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (121% para 12,86 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (82% para 19,34 euros) e os ovos (78% para 2,03 euros).
[Notícia atualizada às 09h57]
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