“Os indicadores revelam que o lado saudita caminha para uma escalada integral”, disse al-Huti no seu pronunciamento semanal televisivo, numa altura de crescente tensão entre os rebeldes iemenitas apoiados pelo Irão e a Arábia Saudita, que realizou igualmente ataques conjuntos com os Estados Unidos contra milícias aliadas de Teerão no Iraque.
O líder dos Hutis afirmou que o seu movimento não só responderá em caso de ataque, como pretende manter o bloqueio marítimo imposto em 20 de julho aos navios mercantes e petroleiros sauditas que transitam pelo estreito de Bab el-Mandeb, a porta de entrada para o mar Vermelho.
“Já experienciaram como as coisas são durante oito anos”, advertiu al-Huti, referindo-se ao envolvimento da Arábia Saudita na guerra no Iémen, onde intervém desde 2015 à frente de uma coligação militar em apoio do governo internacionalmente reconhecido do país.
O Iémen vivia um alívio da tensão militar em 2022, quando foi alcançado um cessar-fogo mediado pela ONU, mas o bombardeamento do aeroporto de Sanaa pelo exército iemenita, em 13 de julho, reacendeu os ataques entre os Hutis e a Arábia Saudita.
Os rebeldes acusaram Riade pelo bombardeamento do aeroporto, que tinha como objetivo impedir a aterragem de um avião iraniano, e lançaram ataques contra infraestruturas energéticas da Arábia Saudita, que respondeu com ações contra posições rebeldes no Iémen.
Estes ataques cruzados aumentaram ainda mais a pressão sobre a região e, em particular, sobre a Arábia Saudita, a par da guerra desencadeada por Estados unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.
Os sauditas enfrentam não só interrupções no tráfego marítimo no estreito de Ormuz, impostas pela República Islâmica, como também no mar Vermelho, a principal via de escoamento das suas exportações de petróleo.
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