“No brutal ataque realizado pelo regime terrorista criminoso dos Estados Unidos em 30 de julho de 2026, três bravos e dedicados membros (…) da Guarda Revolucionária na província de Zanjan tornaram-se mártires”, indicou a unidade regional da organização militar.
O processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, que tinham firmado um memorando de entendimento em junho, foi interrompido no início de julho com o retomar dos ataques.
As forças norte-americanas lançaram uma vaga de ataques aéreos durante vários dias consecutivos, com os iranianos a responderem com ataques que visaram países aliados de Washington no Médio Oriente, nomeadamente as monarquias do Golfo e a Jordânia. A reabertura do estratégico estreito de Ormuz, encerrado por Teerão, continua a estar no centro das tensões.
Hoje, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que tinha “atacado dezenas de alvos pertencentes à Guarda Revolucionária iraniana, incluindo centros de comando militar, instalações de mísseis e drones, locais de vigilância e defesa costeira e capacidades marítimas”.
“Vamos atingi-los com muita força, porque agora é a nossa vez”, ameaçou o Presidente norte-americano, Donald Trump, em declarações feitas na quarta-feira.
Os meios de comunicação social estatais iranianos relataram ataques nas províncias do sul de Khuzistão e Hormozgan. Três membros da mesma família foram mortos num ataque a uma casa na ilha de Qeshm, no Golfo, segundo a agência de notícias Fars.
Nos últimos dias, o conflito no Médio Oriente parece ter-se alastrado a novos países. Depois do Iraque, onde grupos pró-Irão foram alvo de ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, o Egito divulgou um ataque com um drone que provocou um incêndio em dois navios — um dos quais norte-americano, segundo uma empresa de segurança — no porto de Damietta, no norte do Egito.
O Kuwait informou hoje que uma pessoa morreu num ataque aéreo iraniano contra um edifício de uma empresa chinesa.
A Jordânia, que alberga forças norte-americanas em bases em solo jordano, anunciou hoje de manhã ter intercetado cinco mísseis disparados do Irão, que não causaram vítimas.
A Guarda Revolucionária reivindicou a responsabilidade pelo ataque à base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, afirmando que pretendia atingir aeronaves norte-americanas ali estacionadas em retaliação pelo ataque em Qeshm.
Na noite de terça-feira, os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram ter realizado ataques aéreos conjuntos contra grupos armados pró-Irão no Iraque, acusados de atacar instalações petrolíferas sauditas.
Hoje, a Guarda Revolucionária afirmou que dois petroleiros tentaram, na noite anterior, “deixar o corredor marítimo seguro” designado pelo Irão em Ormuz e que um deles “pegou fogo”, sem fornecer mais pormenores.
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