O “plano de ação”, com 33 medidas repartidas por cinco eixos principais, foi anunciado três dias após o roubo de um colar de ouro de 2500 anos, do Tesouro de Vix, exposto no Museu du Pays Châtillonnais, em Châtillon-sur-Seine, no centro-leste de França.
O roubo ocorreu na passada sexta-feira, nove meses após o assalto ao Museu do Louvre.
De acordo com o comunicado do Ministério da Cultura, o roubo em Châtillon-sur-Seine demonstra, “mais uma vez, a necessidade de reforçar a segurança das instituições patrimoniais”.
O ministério liderado por Catherine Pégard anunciou assim medidas de reforço de segurança a aplicar em 3127 lugares históricos franceses, incluindo 1220 museus do país e os seus acervos.
Estas ações incluem a criação de um mapa das instituições mais sensíveis, a realização de visitas obrigatórias e aleatórias a museus por parte dos consultores da Missão de Segurança, Protecção e Auditoria do Ministério da Cultura e o incremento da formação dos funcionários, além do reforço do Fundo de Segurança e dos procedimentos de segurança para entidades sob a tutela do Ministério da Cultura ou sujeitas ao seu controlo científico e técnico.
As ações e medidas repartidas por estes eixos foram ainda divididas em dois períodos: o contexto de emergência, a curto prazo, para projetos prioritários; e a longo prazo, com aumento do nível de segurança para coleções e o desenvolvimento de uma ferramenta nacional de gestão e divulgação de medidas de sensibilização.
“A violência intensificou-se. Precisamos de lidar com ela diariamente, e isso tornou-se imperativo, o que não acontecia há 20 anos”, declarou hoje a ministra da Cultura, Catherine Pégard, à imprensa.
Por questões de segurança, Catherine Pégard não deu pormenores sobre a retirada de exposição de peças consideradas “altamente vulneráveis”.
A ministra da Cultura admitiu, no entanto, não ser favorável à exibição de cópias como substitutos dos originais, segundo a Agência France Presse (AFP).
Este plano de 33 medidas surge de um grupo de trabalho liderado pela Direção-Geral do Património e Arquitetura de França e baseia-se nas conclusões de várias comissões parlamentares.
Um projeto de lei para proteção do património cultural está a ser elaborado na Assembleia Nacional, adiantou a agência francesa, tendo em conta as medidas hoje anunciadas.
O grupo de trabalho e as comissões parlamentares foram constituídos na sequência do roubo na Galeria Apollo do Museu do Louvre, em 19 de outubro do ano passado, feito em pleno dia e com o museu aberto ao público, pondo em evidência falhas na segurança.
O Museu do Louvre é o mais visitado do mundo, tendo ultrapassado os nove milhões de visitantes em 2025.
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