Presidente das Honduras entre 2014 e 2022, Juan Orlando Hernández, de 57 anos, chegou ao Aeroporto Internacional de Palmerola, localizado a cerca de 75 quilómetros a norte de Tegucigalpa, num voo privado proveniente de Miami, no estado norte-americano da Florida, por volta das 08h30 locais, constatou a agência de notícias EFE.
O político vai enfrentar a justiça local num caso de alegada lavagem de dinheiro e fraude, estando a sua primeira audiência marcada para 03 de agosto, quase oito meses depois de ter recebido um indulto total do Presidente norte-americano, Donald Trump, que anulou a sua condenação por tráfico de droga.
O ex-Presidente foi recebido na pista aérea pela sua mulher, a ex-primeira-dama Ana García, pela sua mãe e por três dos seus quatro filhos, com quem partilhou um reencontro emocionante após mais de quatro anos de separação desde a sua extradição para os Estados Unidos, em abril de 2022.
Depois de desembarcar do avião, Hernández e a família ajoelharam-se a poucos metros da pista para realizar uma oração.
O ex-governante chegou acompanhado por um pequeno grupo de pessoas próximas, entre as quais os generais Willy Oseguera, Tulio Romero e Javier Barrientos, que testemunharam a seu favor durante o seu julgamento por tráfico de droga em Nova Iorque, bem como o seu advogado nos Estados Unidos, Renato Stabile.
Após a concluir o processo migratório, Hernández deixou o terminal do aeroporto em direção a uma quinta próxima, onde participará numa cerimónia de boas-vindas e agradecimento organizada por amigos.
A agenda do seu regresso às Honduras inclui ainda um evento organizado pela sua família no Aeroporto de Toncontín, em Tegucigalpa, onde a sua mulher pretende devolver a aliança de casamento que Hernández lhe entregou antes de ser detido numa cadeia hondurenha, aguardando a sua extradição.
O regresso de Hernández reacendeu a polarização política nas Honduras. Enquanto os seus apoiantes afirmam que enfrentará a justiça para provar a sua inocência, os grupos da oposição questionam o perdão concedido por Washington e exigem que responda perante os tribunais hondurenhos.
As autoridades hondurenhas montaram um grande dispositivo de segurança em redor do aeroporto e nas principais vias de acesso, enquanto dezenas de jornalistas nacionais e internacionais e centenas de apoiantes se reuniram no terminal do aeroporto para testemunhar a sua chegada, entoando ‘slogans’ de apoio e agitando bandeiras do Partido Nacional, ao qual Hernández pertence.
O ex-Presidente anunciou o seu regresso às Honduras no início de julho, depois de um juiz ter suspendido temporariamente o mandado de detenção contra ele e o alerta vermelho internacional, após um pedido de rendição voluntária apresentado pela sua defesa.
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