A rutura ocorreu depois de a direção do PiS ter exigido aos parlamentares que assinassem, até à meia-noite de quinta-feira, uma declaração de lealdade comprometendo-se a não integrar qualquer associação política externa ao partido.
A medida visava travar a influência da associação Rozwój Plus (Desenvolvimento Plus), criada em abril pelo antigo primeiro-ministro Mateusz Morawiecki com o objetivo declarado de promover uma reforma interna do PiS.
Kaczynski classificou a iniciativa como “um plano para dividir o partido”, enquanto a ala de Morawiecki defendeu que a associação serviria para alargar a base eleitoral da formação e conquistar eleitores moderados.
O PiS, que governou a Polónia entre 2005 e 2007 e novamente entre 2015 e 2023, atravessa uma crise interna desde que perdeu o poder, dividindo-se entre a estratégia de endurecimento político defendida por Kaczynski para disputar o eleitorado da extrema-direita e uma linha mais moderada e tecnocrática apoiada por Morawiecki.
O antigo chefe do Governo ainda não confirmou se irá criar um novo partido com os deputados dissidentes, mas afirmou que todas as opções para o futuro estão em discussão.
Antes da cisão, o PiS dispunha de 194 dos 460 lugares no Sejm, a câmara baixa do parlamento polaco, mantendo-se como a maior força da oposição.
A Coligação Cívica, liderada pelo primeiro-ministro e antigo presidente do Conselho Europeu Donald Tusk, detém 157 deputados e governa atualmente através de uma coligação com outras forças centristas.
A saída em bloco de mais de três dezenas de deputados do PiS altera significativamente o equilíbrio de forças no campo da oposição e poderá abrir um novo ciclo de fragmentação política antes das próximas eleições legislativas, previstas para o outono de 2027.
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