“Embora muito voláteis, as perspetivas quanto aos preços dos produtos energéticos situam‑se atualmente próximo das projeções de referência subjacentes às projeções de junho elaboradas por especialistas do Eurosistema e bastante acima dos níveis registados antes do conflito no Médio Oriente”, pode ler-se no comunicado do BCE.
Acrescenta a instituição que a “incerteza continua a ser elevada e o impacto inflacionista total do choque energético ainda não se fez sentir”.
“O Conselho do BCE está, por conseguinte, a acompanhar de perto a intensidade e a duração do choque, assim como os seus efeitos indiretos e de segunda ordem. Está empenhado em definir a política monetária de modo a assegurar que a inflação estabiliza no objetivo de 2% a médio prazo”, pode ler-se.
Com a decisão de hoje, prossegue, “o Conselho do BCE permanece bem posicionado para navegar a incerteza provocada pelo conflito”.
“Seguirá uma abordagem dependente dos dados e reunião a reunião na definição da orientação apropriada da política monetária. Mais especificamente, as decisões do Conselho do BCE sobre as taxas de juro basear‑se‑ão na avaliação das perspetivas de inflação e dos riscos em torno das mesmas – à luz dos dados económicos e financeiros que forem sendo disponibilizados –, bem como da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária. O Conselho do BCE não se compromete previamente com uma trajetória de taxas específica”, explica.
Como ficam as taxas de juro?
Com a decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez permanecerão inalteradas em, respetivamente, 2,25%, 2,40% e 2,65%.

E agora, BCE? Hoje é dia de decisão sobre taxa de juro (eis as previsões)
Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE aumentou as taxas diretoras, pela primeira vez desde 2023, mas a maioria dos analistas ouvidos pela Lusa espera agora que o BCE mantenha as taxas.
Notícias ao Minuto com Lusa | 07:03 – 23/07/2026
O BCE revela ainda que o conselho de governadores da instituição “está preparado para ajustar todos os instrumentos ao seu dispor, no âmbito do seu mandato, com vista a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo e a preservar o bom funcionamento da transmissão da política monetária”.
“Além disso, o Instrumento de Proteção da Transmissão está disponível para contrariar dinâmicas de mercado desordenadas, injustificadas e passíveis de representar uma ameaça grave para a transmissão da política monetária em todos os países da área do euro, permitindo, assim, ao Conselho do BCE cumprir mais eficazmente o seu mandato de estabilidade de preços”, pode ainda ler-se.
De referir também que as “carteiras do programa de compra de ativos (asset purchase programme – APP) e do programa de compra de ativos devido a emergência pandémica (pandemic emergency purchase programme – PEPP) estão a diminuir a um ritmo comedido e previsível, dado que o Eurosistema deixou de reinvestir os pagamentos de capital de títulos vincendos”.
[Notícia atualizada às 13h19]
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