As doações em questão serão entregues à Unidade de Cuidados do Hospital Pediátrico Juan Manuel Márquez, em Havana, e, além disso, a tripulação irá também entregar diferentes tipos de medicamentos.
O navio “Astral” da organização não-governamental (ONG) Open Arms chegou a Havana no fim de semana passado, no âmbito de uma campanha de solidariedade internacional que angariou 170.000 euros graças a mais de 4.000 doações particulares.
A viagem insere-se na iniciativa “Rumbo a Cuba”, na qual participam mais de 150 entidades sociais, sindicais e políticas.
O objetivo da travessia foi dar visibilidade ao impacto humanitário do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e reforçar a resiliência energética do sistema de saúde cubano.
A campanha foi apresentada em Madrid no passado mês de março como uma travessia marítima com escalas em diferentes portos para transportar equipamento fotovoltaico.
Desde a sua partida de Barcelona, a 14 de maio, a expedição do “Astral” percorreu um itinerário marítimo com paragens nos portos de Sagunto, Málaga, Cádis, El Puerto de Santa María e Las Palmas de Gran Canaria.
Além disso, a missão irá entregar material de saúde para o hospital, bem como livros e material de papelaria destinados à biblioteca da ala de oncologia pediátrica.
No domingo, Cuba voltou a ficar parcialmente sem energia, com o maior corte elétrico a atingir 64% da ilha caribenha durante a tarde e a noite, o horário de maior procura, segundo dados da empresa estatal União Elétrica (UNE).
A ilha atravessa uma profunda crise energética desde meados de 2024, agravada desde janeiro pelo bloqueio petrolífero dos Estados Unidos, uma medida considerada pelas Nações Unidas contrária ao direito internacional.
A crise energética está também relacionada com a existência de centrais termoelétricas com décadas de exploração que não têm contado com os investimentos necessários e, consequentemente, registam-se avarias contínuas nas unidades geradoras.
Na terça-feira passada, registou-se a terceira desconexão total do Sistema Elétrico Nacional (SEN) numa semana e a quinta desde o início do ano.
A crise energética em Cuba paralisou quase totalmente a economia estatal, com as previsões a apontarem para uma contração de pelo menos 6,5% este ano, após uma queda acumulada de mais de 15% nos cinco anos anteriores.
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