“Este é um flagrante ato de retaliação após a expulsão de Itália de dois adidos militares russos, apanhados em atividades de espionagem prejudiciais à nossa segurança nacional”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, na rede social X.
Segundo o chefe da diplomacia italiana, Moscovo tomou a decisão “sem justa causa”, numa resposta à atuação das autoridades italianas contra os dois funcionários russos, acusados de desenvolver atividades de espionagem em território italiano.
Até ao momento, a Rússia não se pronunciou sobre esta expulsão.
A expulsão dos dois diplomatas russos por Itália ocorreu na sequência de uma investigação da Procuradoria de Roma que levou à detenção de dois antigos membros dos serviços de informações italianos, suspeitos de terem transmitido informações classificadas a um alegado agente russo a operar sob cobertura diplomática.
As autoridades italianas consideraram que o caso representava uma ameaça grave à segurança nacional e enquadraram-no no contexto das operações de espionagem e da chamada “guerra híbrida” atribuídas a Moscovo.
Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, vários países europeus expulsaram dezenas de diplomatas russos acusados de exercer atividades de espionagem sob cobertura diplomática, tendo Moscovo respondido repetidamente com medidas idênticas.
Estes episódios inserem-se num quadro de deterioração das relações entre a Rússia e os países europeus, marcado por sucessivas expulsões recíprocas de diplomatas, sanções e acusações de ingerência e de operações de espionagem.
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