O Peru é um dos países com maior atividade sísmica do mundo. Segundo o Centro Sismológico Nacional do Instituto Geofísico do Peru (IGP) desde o início do ano até agora, 20 de julho, já foram registados 477 sismos no país.
O número tem vindo a aumentar diariamente devido à constante interação entre as placas tectónicas de Nazca (fica no fundo do oceano Pacífico, na costa oeste da América do Sul) e sul-americana (abrange todo o continente da América do Sul e estende-se até ao meio do Oceano Atlântico).
Este processo geodinâmico torna o território peruano um dos mais ativos do Anel de Fogo do Pacífico, refere a agência de notícias do Peru, Andina.
Até ao dia 25 de junho, o IGP já tinha registado 379 terramotos em todo o país. Desde então, a atividade sísmica tem continuado e a contagem oficial dos relatos sísmicos chegou a 477 a 20 de julho – incluindo já os dois sismos registados em Chupaca e Ica, nas primeiras horas desta segunda-feira.
Só em julho foram registados 78 eventos sísmicos.
Os maiores sismos de 2026
Os maiores eventos sísmicos registados este ano, até agora, segundo relatórios oficial do IGP citados pela Andina, ocorreram principalmente na costa central e sul do país.
Além de Chupaca, foram afetadas ainda a zona de Ucayali (magnitude 5,0), as costas de Ica, Arequipa, Lima e Junín e a Amazónia peruana, com vários sismos (entre 4,5 e 4,9), sem causar danos significativos.
A análise dos relatórios emitidos pelo Centro Sismológico Nacional mostra que a atividade sísmica está concentrada principalmente em: Ica, Arequipa, Lima, Junín, Ucayali e Pasco.
Os especialistas do IGP lembram que o Peru faz parte do Anel de Fogo do Pacífico, onde ocorre aproximadamente 80% da atividade sísmica mundial.
O sismo mais devastador de 2026
O evento mais devastador – com maior número de mortos e danos materiais ocorreu na noite de sábado, 18 de julho, na região de Junín. O forte terramoto, de magnitude 5,1, provocou pelo menos seis mortos e dezenas de feridos, danos em habitações, unidades de saúde, infraestruturas turísticas e na rede de distribuição de eletricidade.
Depois do evento maior, o IGP registou várias réplicas menores na mesma área, além dos dois sismos ocorridos hoje, tornando Chupaca uma das áreas com maior atividade sísmica dos últimos dias.
A IGP e o Instituto Nacional de Proteção Civil (Indeci) recomendam que a população mantenha os kits de emergência atualizados, identifique zonas seguras em residências e locais de trabalho e participe de simulações de evacuação, visto que não é possível prever quando um sismo ocorrerá, mas é possível reduzir os efeitos através de preparação adequada.
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