Em declarações à rádio estatal Radio Nacional, José Balcázar assegurou que a ajuda de emergência já chegou às autoridades locais e indicou que será elaborado um levantamento dos afetados para lhes prestar assistência imediata.
O chefe de Estado adiantou que o primeiro-ministro, Luis Arroyo, e o ministro da Defesa, Amadeo Flores, viajaram para a região de Junín para coordenar a resposta à emergência e a distribuição de ajuda, confirmando que o distrito de Chongos Bajo, na província de Chupaca, foi a zona mais atingida.
Por sua vez, a Presidência do Conselho de Ministros informou que equipas dos ministérios da Saúde e da Defesa, do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) e do Governo regional de Junín foram mobilizadas para avaliar os danos e apoiar a população.
Numa mensagem publicada na rede social X, a Presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori, lamentou “profundamente as consequências do sismo”, apresentou condolências às famílias das vítimas mortais e apelou ao Governo para manter todos os esforços de apoio aos desalojados e restantes afetados.
Segundo as autoridades, o sismo de magnitude 5,1 ocorreu às 21:24 de sábado (02:24 de hoje em Lisboa), com epicentro sete quilómetros a sul de Chongos Bajo e a uma profundidade de 24 quilómetros.
Dezassete minutos depois registou-se uma réplica de magnitude 3,7.
Os abalos provocaram danos em habitações, unidades de saúde, infraestruturas turísticas e na rede de distribuição de eletricidade.
Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).
Em 2007, um terramoto de magnitude 7,9 atingiu a província de Pisco, na região de Ica, causando a morte de quase 600 pessoas.
Os terramotos são frequentes no Peru, uma vez que o país se situa no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico.
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