O co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, considerou esta terça-feira que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, deve apresentar a sua demissão se as notas dos exames nacionais dos alunos do 11.º e 12.º ano não forem publicadas na sexta-feira, dia 17 de julho.
“Acho que a grande prova de fogo será sexta-feira, dia 17, com a publicação ou não das notas”, referiu Jorge Pinto numa entrevista à SIC Notícias, considerando que, se as classificações não forem afixadas, “fica muito difícil o ministro manter-se no cargo”.
“Fica muito, muito, difícil… Para não dizer uma situação verdadeiramente insustentável”, sublinhou, acrescentando que o ministro “não pode continuar a empurrar as culpas”.
Para o co-porta-voz do Livre, Fernando Alexandre “é o responsável político por todo o falhanço” relacionado com a correção dos exames nacionais.
“Logo perceberemos os detalhes, não sei se em Comissão Parlamentar de Inquérito ou de outra forma. Merecemos todos perceber tudo o que de mal decorreu neste processo”, referiu.
E acrescentou: “Há uma responsabilidade política que, se dia 17, sexta-feira, as notas não forem publicadas, tem de ser assumida pelo senhor primeiro-ministro desde logo, mas também pelo ministro da Educação. Acredito que a sua posição fica muito fragilizada se as notas não saírem dia 17 e se isso representar uma situação de ansiedade para milhares de estudantes, para as suas famílias e também para os professores classificadores que foram apanhados nesta rede sem terem culpa nenhuma”.
Sublinhe-se que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação anunciou, esta terça-feira, que o prazo para a classificação dos exames nacionais será estendido por mais 24 horas. No entanto, garantiu que a afixação dos resultados não sofrerá alterações e mantém-se agendada para sexta-feira, 17 de julho.
“De forma a garantir todas as condições de rigor exigidas no processo de avaliação externa, na quarta-feira prosseguirá a classificação dos exames que não estejam classificados até ao final do dia de hoje”, lê-se numa nota enviada às redações.
Segundo o ministério tutelado por Fernando Alexandre, “às 18h30 de hoje estavam classificadas 98% das respostas”.
Os professores classificadores dos exames nacionais do ensino secundário tinham até às 23h59 de hoje para concluir a correção de todos os itens atribuídos.
Quanto às respostas ainda por classificar, o MECI explica que resultam, sobretudo, de novas digitalizações após detetadas falhas de digitalização, reclassificações de itens que já tinham sido avaliados, mas foi necessário corrigir a folha de enunciado ou de continuação, ou atrasos na entrega das provas por parte das escolas.
As falhas foram identificadas no âmbito de um processo de verificação e validação do sistema, que procurou, segundo o ministério, “garantir que os itens entregues aos professores para classificação estavam completos, correspondendo às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel”.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser corrigidos em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o MECI adiou os prazos inicialmente previstos.
Quanto às respostas ainda por classificar, o MECI explica que resultam, sobretudo, de novas digitalizações após detetadas falhas de digitalização, reclassificações de itens que já tinham sido avaliados, mas foi necessário corrigir a folha de enunciado ou de continuação, ou atrasos na entrega das provas por parte das escolas.
As falhas foram identificadas no âmbito de um processo de verificação e validação do sistema, que procurou, segundo o ministério, “garantir que os itens entregues aos professores para classificação estavam completos, correspondendo às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel”.

Governo estende prazo para classificação de exames até quarta-feira
O Ministério da Educação prolongou por mais 24 horas o prazo para a classificação dos exames nacionais do ensino secundário. Apesar da extensão, garante que a divulgação dos resultados aos alunos se mantém marcada para sexta-feira, 17 de julho.
Márcia Guímaro Rodrigues | 19:25 – 14/07/2026



