Xi sublinhou que o Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua, assinado em 1961, estabeleceu uma “importante base política e jurídica” para consolidar uma amizade “selada com sangue” entre ambos os povos, numa referência à Guerra da Coreia, na qual participaram dois milhões de soldados chineses em apoio à Coreia do Norte contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
O líder chinês afirmou ainda que, ao longo dos últimos 65 anos, ambas as partes seguiram o espírito do tratado, apoiaram-se mutuamente e cooperaram “ombro a ombro”, de acordo com a agência estatal Xinhua.
O Presidente chinês recordou ainda que em junho realizou uma visita de Estado à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual alcançou com Kim “consensos importantes”.
“Estou disposto a estreitar ainda mais a comunicação estratégica” com Kim, afirmou Xi, reiterando que, “independentemente de como a situação internacional venha a mudar”, não se alterará a posição do Partido Comunista da China (PCC, no poder) e do Governo chinês de atribuir grande importância à “amizade tradicional” com a Coreia do Norte.
Por seu lado, Kim Jong-un afirmou que o tratado estabeleceu uma base jurídica sólida para o desenvolvimento permanente da “amizade de combate” e da cooperação entre ambos os países, forjadas na luta pela “independência anti-imperialista, pela paz e pela causa socialista”, segundo a Xinhua.
O líder norte-coreano assegurou que a amizade entre a Coreia do Norte e a China resistiu às mudanças históricas e descreveu-a como uma relação “inquebrável”.
Kim acrescentou, por outro lado, que os laços bilaterais estão a atingir um novo patamar estratégico num contexto internacional “complexo”.
A troca de mensagens ocorre um dia depois de Xi ter recebido em Pequim o primeiro-ministro norte-coreano, Pak Thae-song, que se deslocou à China para participar nas cerimónias comemorativas do aniversário do tratado.
Este novo contacto surge na sequência da viagem de Estado de Xi à Coreia do Norte em junho, num contexto marcado pelo aprofundamento dos laços entre Pyongyang e Moscovo e pelos esforços de Pequim para reafirmar a sua influência sobre o vizinho.
Durante essa visita, Pequim propôs também reforçar os intercâmbios militares com a Coreia do Norte.
Os dois países têm uma fronteira comum de mais de 1.400 quilómetros e a China é o principal parceiro político e económico da Coreia do Norte, com um papel central nas trocas comerciais e fornecimento de alimentos e energia.
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