Na lista publicada, o Ministério da Justiça acusa Nadezhdin de “difundir informações falsas sobre decisões políticas tomadas pelas autoridades da Federação Russa, bem como sobre o sistema eleitoral” e “incitar à participação em manifestações e piquetes não autorizados”.
Além disso, o poder judicial russo considera que Nadezhdin “participou na criação e divulgação de informações ao público por agentes estrangeiros, bem como na criação de informações por uma organização incluída na lista de organizações estrangeiras e internacionais cujas atividades são consideradas indesejáveis na Federação Russa”.
O veterano opositor, que reside na Rússia, reagiu na rede social Telegram afirmando que irá “continuar a viver e a lutar”.
Rejeitado em 2024 pela Comissão Eleitoral por alegadas irregularidades processuais na sua tentativa de se candidatar à presidência, o político afirmou que a decisão das autoridades russas não afetará o seu trabalho e que pretende manter-se politicamente ativo.
“Continuarei a concorrer à Duma Estatal e a recolher assinaturas”, comentou.
No entanto, de acordo com uma emenda de 2024, os ‘agentes estrangeiros’ estão proibidos de se candidatar a cargos a qualquer nivel ou de atuar como representantes de campanha.
Nadezhdin foi deputado de 1999 a 2003 e, após o início da guerra na Ucrânia, emergiu da obscuridade pública como o único candidato viável contra a guerra, propondo-se enfrentar Vladimir Putin nas presidenciais de 2024.
Após a campanha presidencial, o seu partido continuou a sua atividade política, apoiando candidatos independentes e da oposição em eleições regionais e municipais.
Nos últimos meses, tem tentado criar condições para concorrer às eleições para a Duma Estatal, que se realizarão em meados de setembro.
Foram também hoje acusados ??de serem agentes estrangeiros a própria organização de Nadezhdin, a Sede dos Candidatos, a jornalista Yekaterina Voropai e o ativista e empresário Timofei Rogozhin.
No início de junho, o vice-ministro da Justiça russo, Oleg Sviridenko, admitiu que 96% das pessoas e entidades declarados no ano passado como ‘agentes estrangeiros’ não recebem financiamento estrangeiro, um dos principais requisitos para a classificação.
As organizações de defesa dos direitos humanos e os dissidentes russos criticam a classificação, argumentando que restringe os direitos fundamentais dos cidadãos.
A designação permite que as autoridades denigram publicamente as pessoas e as privem de direitos, contradizendo a própria Constituição russa.
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