“Não pedimos autorização a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da autorização de ninguém para permanecer no Líbano. É o nosso direito e dever defender os residentes da Galileia e os cidadãos israelitas das ameaças do grupo terrorista ‘jihadista’ Hezbollah, que procura destruir o Estado de Israel”, declarou Katz num comunicado.
O ministro israelita afirmou que o Hezbollah “atacou Israel duas vezes por iniciativa própria, após os ataques do Hamas em 07 de outubro (de 2023) e depois do início da Operação ‘Rugido do Leão’ contra o Irão”, insistindo ainda que Israel “destruiu a maior parte das capacidades e da liderança do grupo” nos últimos dois anos e meio.
Katz observou que Israel conseguiu “estabelecer uma zona de segurança firme no Líbano”, referindo-se às áreas ocupadas pelas tropas israelitas, sublinhando que estas áreas “serão esvaziadas de residentes e infraestruturas, tanto acima como abaixo do solo”, com o objetivo de “proteger os residentes da Galileia do risco de incursões, disparos de mísseis antitanque e outras ameaças”.
“Como o primeiro-ministro [israelita] Benjamin Netanyahu e eu deixámos claro, continuaremos na zona de segurança no Líbano e operaremos a partir daí, conforme necessário, até que o Hezbollah seja desarmado e a ameaça aos residentes do norte seja eliminada. Prometemos segurança aos residentes do norte. É isso que temos feito e é o que continuaremos a fazer”, concluiu.
As declarações de Katz surgem depois de Trump ter afirmado, na quarta-feira, que falou com Netanyahu sobre uma possível retirada das tropas do Líbano.
“Penso que o vão fazer. Penso que querem. Dão-se bem com o Líbano, estão a assinar acordos com o Líbano”, disse durante um encontro com o Presidente da transição da Síria, Ahmed al-Charaa, à margem da cimeira da NATO na Turquia.
Trump tem um encontro marcado com o Presidente libanês, Josef Aoun, em 21 de julho, o primeiro desde que assumiu a Casa Branca em janeiro de 2025, quando acontecem esforços para se chegar a um acordo de paz com Israel, confirmaram fontes da Casa Branca à agência de notícias Europa Press.
O embaixador dos EUA no Líbano anunciou hoje que uma delegação norte-americana deverá chegar em breve ao país para supervisionar o início da implementação da retirada israelita das “zonas piloto” no sul, informou a Presidência libanesa.
Após uma reunião com Aoun, o embaixador dos EUA no Líbano, Michel Issa, afirmou que uma “delegação militar norte-americana chegará a Beirute nos próximos dias para definir o mecanismo de implementação no terreno” do acordo e que “a data para o início da sua aplicação será definida após reuniões de coordenação”.
“É necessário evitar qualquer vazio durante a retirada das forças israelitas” das zonas em causa, acrescentou Michel Issa.
O Presidente Joseph Aoun, por seu lado, reiterou o seu apelo para que os Estados Unidos “pressionem Israel” para implementar o acordo-quadro.
O acordo não estabelece um calendário para a retirada do sul do Líbano, mas as autoridades libanesas exigem que Israel se retire destas zonas antes de participar numa nova ronda de negociações agendada para Roma na próxima semana, disse à agência de notícias AFP uma fonte diplomática familiarizada com as negociações.
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