“O governo italiano decidiu expulsar dois adidos militares da embaixada da Federação Russa em Itália, responsáveis pelas atividades de espionagem que vieram à tona no inquérito do Ministério Público de Roma”, anunciou o vice-primeiro-ministro e chefe da diplomacia na sua conta oficial na rede X.
Tajani especifica que o Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano “acaba de comunicar ao embaixador russo em Roma que Ivan Petrovich Gorbachev e Mikhail Vasilyevich Astakhov têm de abandonar Roma no prazo de três dias”.
“Moscovo continua a utilizar as suas armas híbridas para atacar o Ocidente e a Itália. Trata-se de uma ingerência grave e inaceitável para as instituições italianas e para a segurança nacional”, conclui o chefe da diplomacia italiana.
A decisão surge na sequência da detenção, esta semana, de dois ex-funcionários dos serviços secretos italianos, detidos na terça-feira em Roma numa operação contra uma rede de espionagem que alegadamente divulgou informações confidenciais aos serviços de informações russos, segundo um comunicado da polícia militar italiana.
Os dois detidos são um antigo membro dos serviços de informações italianos e de um antigo suboficial da polícia militar italiana (Carabinieri), de acordo com o comunicado, referindo ainda que ambos foram acusados de espionagem, divulgação de segredos e invasão de computadores, entre outros crimes.
A investigação, iniciada em maio de 2025, identificou o antigo membro dos serviços de informações italianos como o principal suspeito de agir em nome de um alegado agente russo que gozava de imunidade diplomática em Itália.
Segundo a investigação, o antigo membro dos serviços de informações italianos era o “único interlocutor do alegado agente russo” e obtinha informações confidenciais através de seis fontes, incluindo quatro militares no ativo em posições de elevada sensibilidade, passando posteriormente os dados recebidos aos russos em troca de dinheiro.
De acordo com a agência noticiosa estatal russa RIA Novosti, que cita o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Moscovo “vai responder” à expulsão dos dois adidos militares.
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