O anúncio foi feito durante uma visita oficial de Emmanuel Macron a Damasco, onde os dois países assinaram um acordo de parceria e vários memorandos bilaterais, entre os quais uma carta de intenções relativa à devolução dos bens apreendidos a Rifaat al-Assad, tio de Bashar al-Assad.
“Mais de 50 milhões de euros provenientes da apreensão de bens alegadamente adquiridos pela família do antigo ditador serão devolvidos ao povo sírio para financiar projetos concretos de desenvolvimento no país”, afirmou Macron numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente sírio, Ahmad al-Sharaa.
O documento assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países fixa o montante em 51 milhões de euros.
Rifaat al-Assad, que morreu no exílio no início deste ano, aos 88 anos, era conhecido como o “carniceiro de Hama”, devido ao papel desempenhado na repressão da revolta do movimento Irmandade Muçulmana na cidade síria de Hama, em 1982, quando comandava as forças de elite do regime liderado pelo irmão, Hafez al-Assad.
De acordo com várias estimativas, a repressão causou entre 10.000 e 40.000 mortos.
Depois de uma tentativa falhada de golpe de Estado em 1984, Rifaat al-Assad deixou a Síria e viveu primeiro na Suíça e depois em França.
Em 2021 regressou ao país para evitar cumprir uma pena de quatro anos de prisão decretada pela justiça francesa por branqueamento de capitais e desvio de fundos públicos sírios.
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