Miguel Poiares Maduro, antigo ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do PSD, considera que o Governo “tem estado bem” no que respeita à comunicação e à mobilização do civismo das populações em relação aos incêndios florestais.
O social-democrata defende, no programa Conversa de Eleição da Rádio Renascença, que “o ministro da Administração Interna (MAI) tem realmente uma capacidade de comunicação significativa e tem intervido de uma forma que ajuda a tranquilizar a população e a transmitir a ideia de que há pelo menos algum controlo por parte do que se está a passar por parte das autoridades”.
Porém, nota que é necessário mais tempo para saber o nível de eficácia da estratégia do Governo, uma vez que o desafio este ano “será muito grande” e o verão ainda agora começou.
“Temos de ter em atenção que o que o país vive e vai viver durante todo este verão – um época de chuvas muito grande, tempestades no Centro do país que deitaram abaixo muitas árvores. Com este calor extremo que temos é uma situação que, naturalmente, conduzirá a que vinhamos a ter vários incêndios, incêndios, provavelmente, de dimensão muito grande”, lembra.
Perante isso, Poiares Maduro considera que “nós teremos sempre de medir a capacidade de resposta do Governo não em termos de impedir incêndios de grande gravidade mas sim na medida em que vamos conseguindo responder a isso e mitigar os riscos associados”, com “políticas de prevenção” e “capacidade de resposta”.
Já o antigo ministro das Finanças Fernando Medina, no mesmo programa, pede mais “rapidez” no registo e limpeza das propriedades.
Apesar de reconhecer que o atual Executivo fez avanços na área e de reconhecer que a resposta de Luís Neves tem sido positiva, desde a comunicação à mobilização dos meios, Fernando Medina realça a “velocidade” com que estão a chegar os eventos extremos merece reflexão.
O ex-governante defende assim uma solução mais “musculada” que assuma que, “sempre que as obrigações da propriedade não são exercidas, esses direitos podem ficar suspensos até que haja um ressarcimento público daquilo que o Estado teve que investir”.
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