Um casal perdeu o acesso a uma casa móvel, na qual investiram quase 47 mil euros (todas as suas poupanças), após o proprietário do terreno que alugaram decidir rescindir o contrato.
Foi em 2020 que Claude e Jeannine decidiram mudar-se para Préfailles, na costa francesa: “Queríamos passar a nossa reforma perto da água. O meu marido adora apanhar marisco e eu adoro caminhar”, contou Jeannine ao Le Parisien.
Assim, o casal decidiu instalar-se no Camping de la Prée, alugando uma parte do terreno onde instalaram a sua casa móvel. O investimento ficou com todas as poupanças do casal, chegando quase aos 47 mil euros.
Durante dois anos, Jeannine e Claude viveram em harmonia com os seus vizinhos, incluindo com o proprietário do terreno que alugaram.
“Éramos íntimos. Ele até vinha às vezes beber uns copos com a família”, afirmou Jeannine. Isto até outubro de 2022.
Apesar do mês, ainda se fazia sentir um calor muito forte naquela zona francesa em 2022 e, por isso, Claude – aproveitando que o parque de campismo já não tinha os visitantes do verão – decidiu estacionar o carro numa sombra à frente da sua casa. O espaço, contudo, não lhe pertencia.
O proprietário, ao ver o veículo, rapidamente pediu a Claude para retirar a viatura e a estacionar no lugar que lhe pertencia. O reformado não apontou objeções e retirou o carro do sítio em poucos minutos, mas achando que o dono estava a ser algo agressivo com o seu pedido terá dito: “Está a ser um pouco chato, não acha?”.
Pouco depois o casal recebeu uma carta: o seu contrato de aluguer não iria ser renovado para 2024 devido à “falta de respeito” por parte dos dois reformados.
“Perdemos acesso a um imóvel no qual investimos todas as nossas economias”, lamentou o casal que não pode entrar na própria casa desde outubro de 2023.
Perante a situação, o casal decidiu entrar com um processo em tribunal em março de 2023 e a audiência já está marcada, mas para 28 de março… de 2028.
O advogado do casal, considerando o tempo de espera “excessivo” entrou com o equivalente a uma providência cautelar na justiça francesa, de modo a restabelecer o acesso dos reformados à sua habitação. Para além disso, endereçou ainda uma queixa ao Estado, denunciando a lentidão do sistema judicial.
Quando contactados pelo Le Parisien, nem o proprietário do parque de campismo nem os seus representantes se pronunciaram.
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