Esta é a primeira viagem oficial ao estrangeiro de Nikol Pashinyan desde a sua reeleição, em junho, e teve como base a participação do governante arménio na Innoprom 2026, a maior feira industrial da Rússia.
No entanto, o chefe do governo arménio começou por se encontrar com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, afirmando que a Arménia, mantém, “antes e depois das eleições”, a intenção de continuar a desenvolver as relações com a Rússia, que continua a ser o seu principal parceiro comercial.
No passado fim de semana, o Tribunal Constitucional da Arménia rejeitou os pedidos dos partidos da oposição arménios para anular os resultados das eleições de 07 de junho, nas quais o partido de Pashinyan saiu vitorioso.
Antes das eleições na Arménia, Pashinyan já tinha deixado claro que queria viajar para a Rússia após a votação para atenuar as tensões entre os dois países.
“Alguns problemas surgiram recentemente, e confio que podemos discuti-los e resolvê-los”, disse hoje o líder arménio.
O político tem recusado chamar sanções às restrições às importações de produtos arménios impostas pela Rússia nos últimos meses e afirma que Erevan e Moscovo serão capazes de resolver as suas questões.
As restrições da Rússia aos produtos arménios começaram a 22 de maio, com a suspensão da importação de flores e, poucos dias depois, foram alargadas a vegetais frescos, fruta, peixe, água mineral e bebidas alcoólicas.
A 12 de junho, a proibição passou a abranger todos os produtos sujeitos a controlo e quarentenas.
Oficialmente justificadas pela Rússia com motivos fitossanitários, estas medidas foram amplamente encaradas como pressão política e retaliação económica devido à aproximação da Arménia à União Europeia (UE).
Em maio último, Erevan acolheu a primeira cimeira Arménia-UE e uma reunião de alto nível da Comunidade Política Europeia, que contou com a presença, entre outros convidados, do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ação que provocou uma forte condenação de Moscovo.
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