Sem surpresas, Roussel foi reeleito com 70,1% dos votos, seguindo à frente do partido que lidera desde 2018, numa votação realizada à porta fechada.
A candidatura presidencial, que será ainda votada pelos militantes, terá anúncio oficial no dia 06 de setembro, depois de o próprio ter dito que o caminho até lá estava “completo a 85%”, na saída do congresso.
“Já disse que estou disponível e candidato a participar nas eleições. Não há outro [caminho]”, disse aos jornalistas.
Aos militantes, prometeu ter como objetivo “tomar o poder, ou pelo menos participar nele”, prometendo “uma nova era industrial e agrícola”, em referência aos símbolos do partido, a nacionalização da TotalEnergies e à perseguição dos “criminosos de colarinho branco”.
Roussel quer defender “a capacidade dos trabalhadores de viver”, deixando claro que insere essa intenção “na luta de classes”, no caminho para a presidência, criticando o antigo primeiro-ministro Edouard Philippe, também candidato, pedindo uma frente unida contra este.
Em 2022, Roussel conseguiu 2,28%, perto de 802 mil votos, nas eleições presidenciais, tendo sido criticado pela France Insoumise, ao não ter renovado o apoio dado em 2012 e 2017, pelo papel de impedir a chegada à segunda volta do líder daquele partido de esquerda, Jean-Luc Mélenchon, que ficou a 420 mil votos de Marine Le Pen.
Mélenchon lamentou recentemente a nova candidatura comunista, considerando-a “uma desilusão”, e Roussel respondeu hoje, dizendo que o problema da esquerda não é tanto a sua divisão, mas mais a fraqueza, porque agora só representa 30% do país.
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