O principal alvo do ataque era o terrorista identificado como Ahmed Eybka Aalim ‘Daqare’, responsável por “planear ataques com minas e morteiros”, segundo um comunicado divulgado pela agência nas redes sociais.
“Esta operação representou um duro golpe para a rede terrorista responsável pelo planeamento e execução de ataques com morteiros. Os serviços de informação também confirmaram que o inimigo removeu os corpos dos líderes mortos do local da operação e os enterrou secretamente noutra área”, refere o comunicado.
A agência de notícias espanhola Efe, que avançou a informação, refere que não conseguiu verificar de forma independente o número de vítimas ou as identidades fornecidas pelas autoridades somalis.
A Somália intensificou as operações contra o Al-Shebab desde que o Presidente, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou uma “guerra total” contra os ‘jihadistas’, em agosto de 2022.
A missão da União Africana na Somália, juntamente com a Turquia e os Estados Unidos, tem dado apoio militar, frequentemente com ataques aéreos.
No entanto, no início do mês passado, os Estados Unidos anunciaram que vão deixar de apoiar, até ao fim do ano, a missão logística da ONU na Somália, uma decisão que pode ditar o fim da força da União Africana que apoia Mogadíscio contra o grupo extremista islâmico.
O Al-Shebab, um grupo afiliado na rede terrorista Al-Qaeda desde 2012, controla as zonas rurais no centro e sul da Somália e ataca também países vizinhos como o Quénia e a Etiópia.
A Somália está em estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi deposto, deixando o país sem um governo eficaz e nas mãos de milícias e senhores da guerra islamistas.
Leia Também: Árbitro impedido de ir ao Mundial é recebido como herói na Somália



