Segundo a fonte, as vítimas tinham sido raptadas pelos terroristas, à luz do dia de quinta-feira, durante um ataque a um camião que transportava cimento na Estrada Nacional 380 (N380), no troço Chitunda – Awasse, no norte de Cabo Delgado.
“Na quinta-feira, duas pessoas foram levadas à força pelos terroristas após ataque a camião, depois de Chitunda, mas foram recuperadas pelos nossos militares e a força ruandesa”, disse a fonte, a partir de Muidumbe.
A mesma fonte disse à Lusa que, na quinta-feira, populares começaram a abandonar a sede do posto administrativo de Chitunda, no distrito de Muidumbe, após disparos de supostos terroristas nas imediações da aldeia.
“Muita gente tinha mesmo abandonado a aldeia porque os terroristas estavam a disparar de forma indiscriminada”, acrescentou, indicando não se ter registado vítimas mortais, mas os moradores em fuga refugiaram-se nas matas.
A tropa ruandesa continua a combater os terroristas em Cabo Delgado, após o Governo de Kigali anunciar a permanência da sua força militar em 19 de maio, criticando, na sequência de dois pedidos de apoio financeiro à União Europeia, que antes apoiou a permanência desta força, e que foram recebidos com “relutância”, sendo os encargos assumidos por Moçambique.
O Governo moçambicano disse no mês de maio que a continuação das forças ruandesas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado permite ganhar tempo para capacitar e preparar as forças nacionais para, de forma independente, garantirem a segurança das populações e bens.
Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.
A organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) registou 11 eventos violentos nas duas primeiras semanas de junho na província moçambicana de Cabo Delgado, todos envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram oito mortos, elevando para 6.632 os óbitos desde 2017.
De acordo com o último relatório da ACLED, com dados de 01 a 14 de junho, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.224 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).
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