Trata-se do mais recente episódio de violência que assola o Estado de Benue, no centro da Nigéria.
O Estado de Benue faz parte do chamado “Cinturão Central” (Middle Belt) da Nigéria, uma região assolada por confrontos entre agricultores e criadores de gado pelo controlo das terras e dos recursos naturais, bem como por sequestros para obtenção de resgate conduzidos por criminosos armados, localmente conhecidos como “bandidos”.
Um relatório sobre segurança elaborado para as Nações Unidas, e consultado pela hoje pela agência de notícias francesa AFP, indica que “presumíveis criadores de gado armados” atacaram a aldeia de Sai, no distrito de Mbarji (zona de governo local de Katsina-Ala), por volta das 02:00 (01:00 GMT), matando “mais de 15 residentes e ferindo vários outros”.
Os líderes do distrito de Mbarji, por seu lado, declararam num comunicado que “pelo menos quinze pessoas” tinham sido mortas, precisando que entre os feridos encontravam-se mulheres e crianças.
Um habitante de Sai, Joseph Hir, contou à AFP que os assaltantes invadiram a aldeia enquanto os residentes “dormiam”.
No entanto, a administradora da zona de governo local de Katsina-Ala, Justine Shaku, referiu um balanço de seis mortos e 13 feridos.
“A verdade é que houve um ataque contra o meu povo. Seis pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas”, afirmou Shaku à AFP.
O relatório sobre segurança sugere que este ataque poderá ter sido uma medida de retaliação após o assassinato, a 26 de junho, de Risku Muhammad, o líder do grupo de criadores Miyetti Allah no Estado de Benue, e de outra pessoa no distrito de Otukpo.
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