Há uma semana que Aurora Rodríguez dorme na rua, junto à sua casa, completamente destruída pelos sismos da passada quarta-feira, na Venezuela. Ali, mantém-se na esperança de receber notícias do seu filho, preso nos escombros.
O filho de Aurora, de 25 anos, permanece entre os destroços da casa, juntamente com os animais de estimação da família. Aurora estava a trabalhar no momento da tragédia e só ao chegar a casa, percebeu que o filho estava preso.
Agora, aguarda por notícias, esteja ele “vivo ou morto”.
“O meu filho estava com os nossos 12 gatos e 5 cães. No dia do terramoto conseguimos retirar uma das cadelas que estava sempre com ele. Consegui também tirar cinco gatos, completamente ilesos e uma já morta. O resgate dos animais, ainda vivos, acalentam a esperança de Aurora de encontrar o filho com vida.
A mulher, de 52 anos, tem tentado alcançar o filho pelas suas próprias mãos, retirando e desviando escombros sozinha. No entanto, diz-se agora sem forças e pede ajuda de pessoal que possa chegar com maquinarias para ajudá-la, noticia a Telecinco.
Aurora não saiu do local em frente ao edifício onde vivia e, desde a última quarta-feira, tem dormido num colchão à porta do edifício destruído. Os voluntários têm-lhe levado água e comida, e tem sobrevivido graças a isso.
VIDEO | Aurora Rodríguez duerme a las afueras de su casa destruida en La Guaira, tras el doble terremoto que azotó Venezuela, a la espera de que rescaten a su hijo vivo o muerto de entre los escombros. pic.twitter.com/K6WbyBpogr
— EFE Noticias (@EFEnoticias) July 1, 2026
A mulher diz que não se importa os bens materiais que perdeu e que quer apenas saber do filho. “É a única pessoa que tenho na minha vida”, afirma, revelando que tal como ela, muitas outras famílias procuram pelos seus entes.
“Não sou a única, há muitos inquilinos, muitas famílias com os seus familiares soterrados. “Mas eu só quero tirar o meu filho”, diz.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram, até ao momento, quase 2 mil mortos e milhares de feridos, de acordo com o mais recente balanço. Entre as vítimas mortais, estão 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
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