“O mestre da oportunidade. Quando foi primeiro-ministro nada fez para alterar a morosidade da Justiça. Aliás José Sócrates é mestre em recursos e empancar o avanço de qualquer processo.
Pobre Portugal que está entregue à bicharada e a gente seguidista que levou a este estado de coisas.
O desânimo que assola este país tal como a desesperança tornar-nos-ão mortos-vivos.
José Sócrates está a fazer o doutoramento “como evitar ir a um julgamento”. Esmiúça e esventra as debilidades do sistema judicial instrumentalizando-o e descredibilizando-o aos olhos dos portugueses. Num Estado de Direito só se pode condenar alguém pelo ónus da prova, até lá a presunção de inocência impera. É aqui que a Justiça falha totalmente pelo tempo que demora. Aqui ao lado, em Espanha o ministro de Sánchez, José Luís Abalos foi condenado a 24 anos de prisão e o ex-assessor Koldo Garcia foi condenado a 19 anos de prisão por corrupção. Por este andar, José Sócrates ainda vai ser tornado um herói do engano.
Os juízes também devem prestar contas e explicarem as suas decisões, ao mesmo tempo, é preciso terem condições para exercerem a sua profissão. Queixam-se sempre pela falta de meios, quer humanos, quer logísticos.
Em Portugal, há ao mesmo tempo uma judicialização da política e uma politização da Justiça.
É muito importante alta independência judicial para que haja confiança na justiça.
Sem isso, há uma enorme desconfiança e confusão instalada. A ideia que se tem é que a justiça é rápida e pesada para os pobres e lenta e benévola para os ricos ou políticos.
Portugal está de facto entregue ao chamado arco da governação (PS e PSD), que foi enterrando este país com a maior preocupação em manter-se no poder do que em defender os interesses do país e dos portugueses.
A corrupção é enorme e a mentira que nos vendem levou-nos ao estado em que nos encontramos. Um país pseudofalido, classe média depauperada e com portugueses no limiar da pobreza a atingir dois milhões.”
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