O ex-presidente da câmara de uma cidade do Alasca, nos Estados Unidos, foi acusado de ter abusado sexualmente de várias adolescentes, ao longo de cerca de 15 anos. O homem também foi treinador de basquetebol feminino numa escola secundária e chegou a ganhar o prémio de “pai do ano”.
Segundo as autoridades do Alasca, Ulric Ulroan, de 48 anos, começou a ser investigado em janeiro deste anos, após o Departamento de Investigação do Alasca ter recebido uma denúncia de que teria abusado sexualmente de uma adolescente de 16 anos na aldeia de Chevak, entre 2009 e 2010.
Durante a investigação, as autoridades apuraram que havia mais relatos de que Ulroan teria “agredido e/ou abusado sexualmente de várias adolescentes” entre 2009 e 2025 em Chevak, bem como noutras comunidades do estado do Alasca.
Em comunicado, o Departamento de Investigação do Alasca indicou que o homem foi indiciado pela prática de “47 crimes, incluindo agressão sexual de primeiro grau, abuso sexual de menor de primeiro grau, abuso sexual de menor de segundo grau, exposição indecente de segundo grau e fornecimento de álcool a menor de 21 anos”, na passada terça-feira, 23 de junho.
Ulroan foi detido no dia seguinte e encaminhado para um estabelecimento prisional, enquanto a investigação continua. As autoridades não descartam a possibilidade de “haver outras vítimas” e pediram que qualquer pessoa com informações que possam ajudar os investigadores entre em contacto.
Já a KTUU, estação do Alasca, avançou que algumas das acusações contra Ulroan alegam que ele “estava numa posição de autoridade sobre as vítimas enquanto cometia estes crimes”. Segundo Brian Wassmann, investigador da polícia estadual, “há pelo menos seis vítimas” envolvidas.
Além de treinar basquetebol do ensino secundário, Ulroan foi pai adotivo certificado de 2005 a 2023. Em 2019, o homem e a mulher, Mary, receberam o prémio de pais do ano da Federação de Nativos do Alasca (AFN).
Em declarações à imprensa local, Mary Ulroan descreveu a detenção do marido como um “momento extremamente doloroso”, mas recusou-se a prestar mais comentários, “porque se trata de um processo judicial em curso”.
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