O preço do cabaz alimentar registou, na última semana, a maior descida desde o início de abril, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pela DECO PROteste. Custa agora 255,57 euros.
“O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste, organização de defesa do consumidor, custa esta semana 255,57 euros, menos 3,74 euros que na semana anterior. Depois da subida registada na semana anterior, o preço do cabaz tem a maior descida das últimas semanas e fica próximo dos valores registados no início de abril”, pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.
Desde o início do ano, explica a organização de defesa do consumidor, “para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 13,75 euros (menos 5,69%)”.
“Há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 14,79 euros (menos 6,14%). Já no início de 2022, era possível gastar menos 67,87 euros (uma diferença de 36,16%)”, pode ler-se.
Quais foram os preços que mais subiram?
Na última semana, entre 3 de junho e 10 de junho, a couve-coração aumentou 0,15€ (9%), o pão de forma sem côdea subiu 0,16€ (7%) e a manteiga com sal registou um acréscimo de 0,12€ (5%) foram os três produtos cujo preço mais aumentou (percentualmente) face à semana anterior.
Já comparando “com o mesmo período do ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (37% custando atualmente 1,85 euros/kg), o carapau (32%, custando atualmente 5,38 euros/kg) e os brócolos (28%, o que se reflete num custo de 3,39 euros/kg)”.
Por outro lado, “desde que a DECO PROteste iniciou esta análise, a 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (125% para 13,08 euros/kg), a couve-coração (87% para 2,10 euros/kg) e os ovos (84% para 2,10 euros)”, pode ler-se.
Inflação acelera para 3,2%
A taxa de inflação anual da zona euro deverá ter aumentado em 3,2% em maio de 2026, face aos 3,0% registados em abril, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida divulgada pelo Eurostat na semana passada.
De acordo com os dados do serviço de estatística da União Europeia, prevê-se que, em maio, a energia registe a taxa de inflação homóloga mais elevada em maio (10,9%, em comparação com os 10,8% de abril), seguida pelos serviços (3,5%, em comparação com os 3,0% de abril), pela alimentação, álcool e tabaco (2,0%, em comparação com os 2,4% de abril) e pelos bens industriais não energéticos (0,9%, em comparação com os 0,8% de abril).
Este é o terceiro aumento consecutivo do indicador desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, que retaliou nomeadamente com o encerramento à navegação do Estreito de Ormuz, uma importante rota para o comércio de petróleo.
Entre os países da zona euro, as maiores taxas de inflação – medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços ao Consumidor (IHPC) – são estimadas na Bulgária (6,3%) Lituânia (5,1%) e Grécia (5,0%) e as mais baixas em Malta (2,1%), na Alemanha (2,7%) e em França (2,8%).
Em Portugal, a taxa de inflação anual é estimada em 3,1% em maio, face a 3,3% de abril e 1,7% do mês homólogo.
[Notícia atualizada às 11h46]
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